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quarta-feira, 2 de abril de 2014

ICARAIMA - indígenas e povos do mundo - Um esqueleto que se encontra atualmente no Museu Nacional de Addis Abeba, foi identificado que se trata de uma pessoa do sexo feminino e que presumivelmente teve morte provocada por mordida de crocodilo. De fato, o rio Omo conta com presença de grande número de tais répteis. As mulheres Mursi são altas, exibindo perfeitas proporções corporais. Costume tribal, elas se submetem a uma prática extremamente dolorosa que é a perfuração do lábio inferior onde ostentam impressionantes pratos. Mas que motivo instiga ou leva essas mulheres a suportarem semelhante suplício? As explicações são contrastantes e de certa forma confusas. A mais provável parece estar ligada à sua beleza. No entanto, parece realmente que em idos tempos a mulher Mursi era a preferida dos mercadores de escravos. Para encontrar um modo de salvar suas mulheres, os Mursi impuseram a perfuração do lábio, uma vez que assim deformadas perderiam o valor. Com o passar do tempo, os homens da tribo não só se habituaram com a deformação da companheira, como passaram a admirar o seu novo visual, a tal ponto de considerar o procedimento um indispensável fascínio feminino. Pode estar aí explicado o motivo pelo qual nenhuma mulher Mursi se opõe, ainda hoje, a tal prática. CONTINUA SOBRE ESSE POVO - Fotolog


ICARAIMA - indígenas e povos do mundo

Um esqueleto que se encontra atualmente no Museu Nacional de Addis Abeba, foi identificado que se trata de uma pessoa do sexo feminino e que presumivelmente teve morte provocada por mordida de crocodilo. De fato, o rio Omo conta com presença de grande número de tais répteis.

As mulheres Mursi são altas, exibindo perfeitas proporções corporais. Costume tribal, elas se submetem a uma prática extremamente dolorosa que é a perfuração do lábio inferior onde ostentam impressionantes pratos. Mas que motivo instiga ou leva essas mulheres a suportarem semelhante suplício?

As explicações são contrastantes e de certa forma confusas. A mais provável parece estar ligada à sua beleza. No entanto, parece realmente que em idos tempos a mulher Mursi era a preferida dos mercadores de escravos. Para encontrar um modo de salvar suas mulheres, os Mursi impuseram a perfuração do lábio, uma vez que assim deformadas perderiam o valor. Com o passar do tempo, os homens da tribo não só se habituaram com a deformação da companheira, como passaram a admirar o seu novo visual, a tal ponto de considerar o procedimento um indispensável fascínio feminino.

Pode estar aí explicado o motivo pelo qual nenhuma mulher Mursi se opõe, ainda hoje, a tal prática.


CONTINUA SOBRE ESSE POVO
Fonte: http://www.fotolog.com.br/icaraima/351000000000023797/


Mulheres Mursis / Djibouti / - O resultado dessa agressão é que a ausência dos incisivos provoca graves problemas na fala, com relativa distorção da linguagem. Fica comprometida também a função mastigatória, complicando de modo notável e dramático a execução das mais elementares atividades fisiológicas, como a função de comer e beber, ou seja, o ato de mastigar, deglutir e, finalmente, nutrir-se. Além destes graves problemas, as Mursi são extremamente orgulhosas dos seus pratos e se comparam numa silenciosa competição em ostentar os discos mais volumosos. Com o aumento do diâmetro do disco, diminui a possibilidade do cordão labial suportar o peso do prato que passa da posição horizontal para a vertical, balançando para baixo. Mas até este inconveniente é o preço que se paga para se conquistar um posto elevado na hierarquia tribal, adquirindo-se prestígio e consideração entre os seus pares. Os homens Mursi, além disso, são irresistivelmente atraídos pela desmesurada dimensão de um lábio perfurado e por esse motivo as mulheres praticam todo o tipo de exercício possível para aumentar sua circunferência e atrair assim a atenção masculina. Exceto as mulheres idosas, dificilmente se surpreende uma Mursi sem o prato labial, pois é considerado um gesto descortês e mal-educado apresentar-se em público com os “lábios vazios”, sobretudo diante de estranhos. - Fotolog

Mulheres Mursis / Djibouti /

O resultado dessa agressão é que a ausência dos incisivos provoca graves problemas na fala, com relativa distorção da linguagem. Fica comprometida também a função mastigatória, complicando de modo notável e dramático a execução das mais elementares atividades fisiológicas, como a função de comer e beber, ou seja, o ato de mastigar, deglutir e, finalmente, nutrir-se.

Além destes graves problemas, as Mursi são extremamente orgulhosas dos seus pratos e se comparam numa silenciosa competição em ostentar os discos mais volumosos. Com o aumento do diâmetro do disco, diminui a possibilidade do cordão labial suportar o peso do prato que passa da posição horizontal para a vertical, balançando para baixo.
Mas até este inconveniente é o preço que se paga para se conquistar um posto elevado na hierarquia tribal, adquirindo-se prestígio e consideração entre os seus pares. Os homens Mursi, além disso, são irresistivelmente atraídos pela desmesurada dimensão de um lábio perfurado e por esse motivo as mulheres praticam todo o tipo de exercício possível para aumentar sua circunferência e atrair assim a atenção masculina.

Exceto as mulheres idosas, dificilmente se surpreende uma Mursi sem o prato labial, pois é considerado um gesto descortês e mal-educado apresentar-se em público com os “lábios vazios”, sobretudo diante de estranhos.

Fonte: http://www.fotolog.com.br/icaraima/351000000000023817/



Vênus Negra (Vénus Noire) 


Abdellatif Kechiche é um diretor primoroso, recentemente seu nome ganhou notoriedade com o "Azul é a Cor Mais Quente", mas seus filmes anteriores são tão bons quanto.
"Vênus Negra" baseado em fatos reais retrata a sordidez humana. Saartjie, a Vênus Hotentote, nascida em 1789 às margens do Rio Gamtoos, no atual Cabo Oriental, na África do Sul, é pertencente à família Khoisan, mais conhecida como bosquímanos. Uma das características das mulheres bosquímanas era a protuberância das nádegas, por excesso de gordura, fenômeno conhecido como esteatopigia. Ela foi serva da família Baartman, agricultores holandeses que moravam nas proximidades da Cidade do Cabo. Convidada e iludida para se apresentar em espetáculos em Londres a fim de adquirir dinheiro acaba sendo humilhada de diversas maneiras.
A atriz cubana Yahima Torres deu vida a inocente Saartjie, seus olhares e silêncios nos dizem e emocionam muito, descobrimos um pouco dessa mulher que era doce, e que principalmente necessitava de afeto. Saartjie era exibida como um animal, uma aberração selvagem vinda da África, um lugar considerado extremamente exótico para os padrões europeus da época. As cenas são exibidas em longos planos, mostrando cada detalhe da apresentação, onde a mulher é tirada de uma jaula e exposta ao público curioso. Ela dança, toca, e é apalpada, fato que entristece muito Saartjie. Por causa de suas características físicas avantajadas e o tal do "avental hotentote" - pequenos lábios vaginais muito desenvolvidos, foi obrigada a submeter-se em terríveis situações.
A cena inicial já revela o racismo mascarado sob a forma de ciência. Uma aula de anatomia que acontece na Paris do começo do século XIX. Na ocasião, são comparados atributos físicos de uma mulher negra com macacos. O médico enfatiza: "Eu nunca vi a cabeça de um ser humano tão parecida com a de um macaco". Estudiosos acreditavam que os Hotentote estavam muito próximos da raiz da espécie humana. E quando ficaram sabendo das apresentações em Paris foram oferecer dinheiro em troca dela ser objeto de estudos durante o dia todo, mas Saartjie tinha vergonha de se despir completamente por conta de suas partes íntimas, e era exatamente isso que os estudiosos precisavam para saber se ela era uma hotentote legítima. Muito humilhante e completamente desumano a forma como a tratam. É a perversidade humana em alto nível. Nesse momento ela já estava com outro explorador, pois Caezar irritado com Saartjie a vendeu para Réaux, que por sua vez era muito mais agressivo e não a poupava nas apresentações, sendo tocada com muita violência. 

Muitas vezes Saartjie dizia que não era escrava, que recebia salário e que o que fazia era uma representação, como no teatro, fora dali era livre. Sua submissão era demais, dizia ser burra, mas a verdade é que ela não tinha para onde correr, e por isso aceitava sua bizarra situação. O homem em quem confiou a colocou para fora de sua vida em razão do dinheiro que foi perdido por ela não querer mostrar seus lábios vaginais. Posta em outras mãos foi violentamente agredida, tanto fisicamente como moralmente, sua imagem de mulher se destruiu por completo.
Os olhos de Saartjie demonstram uma tristeza e um vazio imensurável, além de fragilidade e impotência diante aqueles ao seu redor. O filme faz questão de mostrar suas apresentações por inteiro a fim de que retrate a desumanidade na espécie humana. E quando se pensa que nada poderia piorar Saartjie é deixada a mercê da vida, acaba se prostituindo, adoece, e mais uma vez é jogada na rua, sem ter mais forças para ir adiante, falece, mas nem assim consegue ter paz. Réaux a encontra e a vende para os estudiosos de Paris, que fazem um modelo a partir de seu corpo. Seus restos mortais (esqueleto, órgãos genitais e cérebro) ficaram expostos no Museu do Homem da França, até 1985. Houve apelos esporádicos pela devolução dos seus restos mortais, e só em 2002 foram entregues à África do Sul. 

"Vênus Negra" mostra de forma contundente o racismo científico, um exemplo é a ideia de que o crânio do negro se assemelhava com o do macaco, e de que vários aspectos da fisionomia eram "inferiores". Os europeus se achavam e desejavam expor suas teorias. No século XIX o racismo e a eugenia eram muito explícitas e ganharam força. A exotização da mulher negra nasceu daí.
Muito se diz que os tempos são outros, mas querendo ou não o exótico hoje em dia é vendido sob formas que aguçam a curiosidade. Uma amostra são os pacotes turísticos vendidos mundo afora para se conhecer as favelas do Brasil, ou as mulatas do carnaval que se exibem sem pudor algum, e cuja imagem é vendida como o símbolo do país.
Os períodos históricos servem para analisarmos o racismo, no século XIX era mascarado pela ciência, muitas ideias se difundiram e viraram verdades que predominam até hoje. Na atualidade é algo velado, mas a marginalização permanece, assim como o desprezo e a luta pela igualdade.
"Vênus Negra" é um filme chocante que mostra até onde vai a ignorância do ser humano em explorar outro ser humano que foge dos padrões ditos perfeitos.


Fonte: http://pitadadecinema.blogspot.com.br

Khoisan



Mulher san do Botswana

Khoisan ou Khoi-San (também grafado como coisã,1 ou coissã2 1 ) é a designação unificadora de dois grupos étnicos existentes no sudoeste de África, que partilham algumas características físicas e linguísticas distintas da maioria banta. Esses dois grupos são os san, também conhecidos por bosquímanos ou boximanes3 e que são caçadores-coletores, e os khoikhoi, que são pastores e que foram chamados hotentotes pelos colonizadores europeus. Aparentemente, estes povos têm uma longa história, estimada em vários milhares (talvez dezenas de milhares) de anos, mas agora estão reduzidos a pequenas populações, localizadas principalmente no deserto do Kalahari, na Namíbia, mas também no Botsuana e em Angola.

História

 

Os khoisan atuais podem ser descendentes de povos caçadores-colectores que habitavam toda a África Austral e que desapareceram com a chegada dos bantos a esta região, há cerca de 2 000 anos. Não é provável que os bantos tenham exterminado os khoisan, uma vez que algumas das suas características linguísticas e físicas foram assimiladas por vários grupos bantos, como os xhosas e os zulus. É mais provável que a redução do seu território de caça, derivado da instalação dos agricultores bantos, tivesse sido uma causa para a redução do seu número e da sua área habitada.
Até a instalação dos holandeses e franceses huguenotes na África do Sul, há cerca de 200 anos, estes povos ainda povoavam grandes extensões da Namíbia e do actual Botswana. Em seguida, porém, foram praticamente exterminados, uma vez que não aceitavam trabalhar nas condições que os novos colonos exigiam.
Estes colonos os chamaram de hotentotes - que significa "gago" na língua neerlandesa, provavelmente devido à sua língua peculiar - ou bushmen, ou seja "homens do mato", termo que foi adaptado para a língua portuguesa como bosquímanos. Ambos os nomes têm, actualmente, uma conotação pejorativa, assim como o termo san usado para um grupo específico de khoisan, que, na sua língua, significa "estrangeiro". Os nomes que se utilizam, actualmente, são derivados dos nomes das suas línguas (ver línguas khoisan). No entanto, a palavra hotentote continua a ser utilizada nos nomes de várias plantas e animais da África do Sul, como o chorão-das-praias (Carpobrotus edulis, em inglês hottentot fig, "figo hotentote"), ou o toirão-hotentote (Turnix hottentotta).
Hoje em dia há uma população san significativa na Namíbia onde a sua língua tem um estatuto oficial, sendo utilizada no ensino até ao nível universitário. Comunidades menores existem no Botsuana e no sul de Angola.

 

Anatomia

Fisicamente, os khoisan são em média mais baixos e esguios que os restantes povos africanos. Além disso, possuem uma coloração de pele amarelada e prega epicântica nos olhos, como os chineses e outros povos do Extremo Oriente. Algumas destas características são agora comuns a outros grupos étnicos sul-africanos, sendo patentes por exemplo em Nelson Mandela.
Uma outra característica física dos khoisan é a esteatopigia das mulheres (grande desenvolvimento posterior das nádegas), que levou a que uma mulher tivesse sido levada para a Europa no século XIX e usada para exibição em feiras, a famosa Vénus Hotentote.

Genética

  

Os khoisan possuem o mais elevado grau de diversidade do ADN mitocondrial de todas as populações humanas, o que indica que eles são uma das mais antigas comunidades humanas. O seu cromossomo Y também sugere que, do ponto de vista evolucionário, os khoisan se encontram muito perto da raiz da espécie humana.
De acordo com um estudo genético autossômico de 2012, os khoisan podem ser divididos em dois grupos, correspondentes às regiões noroeste e sudeste do Kalahari, os quais se separaram dentro dos últimos 30.000 anos. Todos os indíviduos testados na amostra apresentaram ancestralidades de populações não-khoisan, que foram introduzidas no período de 1200 anos atrás, como resultado da expansão bantu. Além disso, os hadzas, um grupo de caçadores-coletores do Leste da África, que também utilizam uma língua baseada em cliques (como a dos khoisan), possuem um quarto de sua ancestralidade vindos de uma população relacionada aos khoisan, revelando uma ligação genética antiga entre o Sul da África e o Leste da África.4 Ou seja, as populações khoisan de Angola e da Namíbia teriam se separado daquelas da África do Sul entre 25000 e 40000 anos atrás.5



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Khoisan

Fonte: http://www.lipstickalley.com/showthread.php?p=13055471

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

CULTNE - Prof. Petronilha Beatriz - FLIDAM

CULTNE - III Encontro de Mulheres de Axé

CULTNE - III CONAPIR - Cida Bento


Estudantes africanos criam Campanha para mostrar diversidade da África: "não somos um país"

Por: Redação
11/02/2014 






Um grupo de estudantes africanos que vive nos Estados Unidos lançou uma campanha em fotos em uma tentativa de dissipar equívocos e preconceitos sobre o continente em que nasceram.


Chamada de The Real Africa: Fight the Stereotype (A Verdadeira África: Combata o Estereótipo, em tradução livre), a campanha no Facebook busca destruir estereótipos e mostrar que o continente africano não é uma entidade homogênea, mas um território diversificado com mais de 50 países. As informações são da CNN.

A campanha mostra imagens dos membros da Associação de Estudantes Africanos de Ithaca College, em Nova York, segurando com orgulho bandeiras de diversos países africanos. Em cada fotografia, os alunos mostram uma mensagem simples para refutar os comentários ignorantes e ofensivos que costumam ouvir.

“O que nós queríamos fazer era abraçar as bandeiras individuais dos países da África”, afiimou Rita Bunatal, chefe de relações públicas da organização. “Nós queríamos mostrar a beleza e o poder da bandeira. Também queríamos quebrar um dos maiores equívocos sobre o continente, o de que a África é um país.”

A campanha traz mensagens como “eu não falo "africano’, por ‘africano’ não é uma língua” e “a África não é uma selva com animais selvagens”.

Campanha traz estudantes segurando bandeiras de países do continente africano. Cada uma das imagens mostra uma mensagem para refutar comentários ofensivos que os estudantes costumam ouvir. “Os africanos não são todos parecidos” é uma delas, A África não é uma selva cheia de animais selvagens”, diz outra imagem“Os líderes africanos não são todos ditadores, e democracia não é nova para África”, diz a mensagem, relembrando líderes como Nelson Mandela e Kwame Nkrumah “África não é definida pela pobreza”, diz a mensagem da estudante“África não é um país”, diz a mensagem. “A África é um continente formado por 56 países entre outras frases

Fonte: Portal Áfricas
Fonte: http://www.ceert.org.br





Exclusivo: bissexual, negra e socilista, Chirlane MCCray, primeira-dama de Nova York, abre o jogo

Por: Osmar Freitas Jr., de Nova York
11/02/2014



Nenhuma mulher é mais influente em Nova York do que Chirlane MCCray. Assessora e mulher do novo prefeito Bill de Blasio, ela foge do estereótipo de uma primeira-dama de elite: é negra, socialista, bissexual, feminista radical e mãe de uma ex-viciada. À Marie Claire Brasil, ela relembra sua incrível trajetória

Na plataforma da estação das linhas B e Q do metrô que serve a área de Park Slope, no Brooklyn nova-iorquino, numa manhã fria do finalzinho de dezembro de 2013, está uma das mulheres mais poderosas da cidade de Nova York. Tudo nela indica a vitalidade de um político que não leva desaforo para casa. No entanto, ilustre passageiro, acredite: essa mesma mulher quase morreu por conta de uma… bronquite. O que a salvou foi a emergência do Hospital Saint Vincent, no Greenwish Village, hoje fechado e em pleno processo de demolição.

Chirlane McCray, a primeira-dama da cidade, esposa do recém-eleito prefeito Bill de Blasio, é cercada por um grupo de duas dúzias de pessoas. A maioria é vizinha dela na região, mas há também assessores, jornalistas e seguranças. Esse tipo de encontro é atividade corriqueira para aquela mulher negra, de 1,57 metros de altura, 59 anos, com cabelos em fileiras de trancinhas – cornrows, como são chamadas nos Estados Unidos – e habitante do bairro de onde mudará em breve. Os arremedos de entrevistas coletivas vêm se realizando há algum tempo, mas é McCray quem mais faz perguntas. Quer saber como estão se virando seus concidadãos, inclusive este jornalista de Marie Claire.

“O importante é que Nova York volte a ser a cidade das oportunidades. Mas para todos. Na última década, a cidade só as oferece para milionários.O resto da população vê diminuídas suas chances de vencer. Veja o caso dos hospitais… Em 2010, fecharam o Saint Vincent, onde minha vida foi salva. No local, vão construir condomínios de luxo. E a maioria da população fica sem atendimento médico. Nova York não pode ser apenas a metrópole do 1% de superricos”, diz McCray.

Foi com mensagens como essa, de oportunidade para todos, que Bill de Blasio ganhou a última eleição para a prefeitura da cidade. Obteve votação recorde para um candidato que nunca ocupara o cargo. E a cartilha ideológica esquerdista do novo ocupante de City Hall passou pela pena afiada de sua mulher e principal assessora, Chirlane McCray. A vitória é de arregalar os olhos: trata-se de um pequeno milagre. Para começar, foi obtida no centro mundial do capitalismo por uma candidatura de plataforma “progressista”, que soa aos ouvidos de Wall Street e da aristocracia local como puro socialismo. Aumento de impostos para quem tem renda superior a US$ 300 mil anuais? É ideia para fazer o chamado 1% da população, aqueles que mandam em Gothan City, sair fazendo barricadas.

E para completar, há também a biografia do candidato Bill de Blasio e, principalmente, sua esposa. Dito num fôlego só, o perfil dela fica assim: é uma homossexual, que teve múltiplos relacionamentos com mulheres e escreveu em 1979 um ensaio de sete páginas intitulado “Eu sou Lésbica” na revista Essence – a principal publicação dirigida ao público negro (comunidade essa que, nos Estados Unidos, é tradicionalmente oposta à homossexualidade). E mais: feminista radical, ela é vinculada – como o marido – a grupos de apoio às causas socialistas. O casal passou a lua de mel em Cuba, num flagrante desafio ao embargo imposto ao regime castrista pelo governo americano. E já em 1991, quando conheceu o futuro marido, Chirlane, pasmem, usava uma argola no nariz – à la figura de cartum racista de nativos africanos. Pode?

ÓDIO E INJUSTIÇA

A realidade, porém, sempre foi feita de muitas nuances. Nada é preto e branco: existem mais de 50 tons nessa história. A família original de Chirlane tem raízes na ilha de Barbados, no Caribe. Mas, por uma dessas torturas do destino, se estabeleceu em Longmeadow, no Estado de Massachusetts. O município é uma espécie de periferia da cidade de Springfield, no nordeste do país, supostamente bastião do liberalismo, mas onde bate, sim, o coração das trevas do racismo. Uma das primeiras providências tomadas pelos vizinhos dos McCray foi fazer uma petição para expulsar a família negra que vinha “escurecer” o pedaço. O fracasso da iniciativa não deteve os impulsos supremacistas caucasianos, que picharam repetidas vezes com grafites racistas a casa dos únicos afroamericanos do pitoresco vilarejo.

“Chirlane foi submetida ao mais brutal bulling na escola. Só que na época não chamávamos aquilo de bulling”, diz Michael McCarthy, seu ex-professor de espanhol. “Eu era seu único amigo em toda a escola”, garante.

“O mais chocante é que os adultos não faziam nada. Não coibiam esse comportamento”, afirma Chirlane. “Era horrível. Saber que os alunos podiam fazer tudo aquilo impunimente. Era comportamento aceitável. Eu nunca tive a sensação de pertencer a uma comunidade. Sempre fui marginalizada”, diz.

Longmeadow, porém, ficou para trás, deixada em sua mesquinha posição. Chirlane foi aceita na faculdade Wesllesley – prestigiada instituição de ensino só para mulheres. Lá, o patinho feio transformou-se em cisne radical feminista. Já no primeiro dia, no tour pelas instalações, Chirlane conheceu uma moça – que ela chamou de Sharon em seu texto para a revista Essence – e que se transformaria no primeiro amor de sua vida. “Ela me fez rir, quando aproximou-se inesperadamente de meu ouvido e disse: ‘Não seria bom se a gente tivesse agora um baseado?’”, escreveu. Quatro meses depois, elas estavam se abraçando e jurando amor.

Do amor à ação: com as questões de sua sexualidade e aceitação social abrindo novos horizontes, Chirlane reuniu-se com feministas negras e ajudou a fundar um dos grupos antológicos do movimento, entre 1974 e 1980. Elas apregoavam que movimento feminista em geral não atentava para os problemas específicos das mulheres negras e batizaram o grupo de “Coletivo do Rio Combahee”, em homenagem a uma ação militar do século 19 que liberou 750 escravos e foi a única na história americana planejada e liderada por uma mulher.

Depois de Wesllesley, Chirlane fez o curso de edição da escola Radcliffe. O primeiro instinto era o de fazer política através da poesia. Teve algum sucesso na Lira como musa ideológica. Mas quem aguenta ser poeta faminto? Chirlane foi ganhar o pão escrevendo discursos para o ex-prefeito David Dinkis, o último democrata a ocupar o cargo, há 20 anos.

Era o ano de 1991 e a vida amorosa de Chirlane estava na chamada “dança das cadeiras” típica da época. “O trabalho não deixava muito tempo para romances”, diz sua amiga Debra Hughes. Foi quando lhe encomendaram um discurso para o prefeito de apoio a alguns candidatos a vereador. Recomendaram à ela que fosse falar com um sujeito na Comissão de Direitos Humanos da casa e que era muito esperto. Ela o procurou e deu de cara com um homenzarão de 1,96m, que foi solícito, mas não causou outras im pressões. O grandalhão era Bill de Blasio. Nos dias seguintes, ele passou a frequentar o escritório onde Chirlane estava ancorada e suas intenções ficaram claras, com o flerte descarado.

Em duas semanas, o paquera lançou o bote: convidou-a para almoçar. “Imaginei que seria apenas um almoço, uma única ocasião”, diz Chirlane. “Eu saí do armário aos 17 anos. Nunca havia tido um envolvimento com homens. Pensei: Epa! O que é isso? Será que agora também sinto atração por homens? E eu estava atraída pelo Bill. Senti que ele era a pessoa perfeita para mim. Tentei ir devagar, pedi um tempo”.

FAMÍLIA NO BROOKLYN

Eles estão dando um tempo há 22 anos. Casaram-se em 1994, no Prospect Park, no Brooklyn, em cerimônia ecumênica. Algumas amigas lésbicas não quiseram comparecer e não a perdoaram. Pouco importa: uma semana depois, eles estavam fazendo amor em Havana.

Da união resultou um casal de filhos: Chiara, de 19 anos, e Dante, 16. A mais velha revelou recentemente que foi viciada em drogas e álcool, usados como automedicação contra depressão. Mas que, agora, já está em plena recuperação na sobriedade. Quanto a Dante, com seu cabelo afro, mais parece um militante dos Panteras Negras dos anos 70. No entanto, é o darling do eleitorado e apontado como um dos principais garotos-propaganda da campanha do pai contra a política do “Stop and Frisk” implantada pelo prefeito anterior, Mike Bloomberg. Com ela, policiais passaram a abordar e revistar qualquer pedestre de Nova York sem maiores explicações. Na prática, os enquadrados eram, em sua imensa maioria, jovens latinos e negros. Dante é o biótipo perfeito nessa violação de direitos.

Na estação de metrô de City Hall, em Manhattan, onde Chirlane salta, alguém pergunta: “Ei! Onde está o Dante? Ele é hot!”. A primeira-dama da cidade sorri, diz que concorda. Mas logo depois fala entre dentes para os que a acompanham: “Eu aqui querendo falar sobre novas oportunidades para a classe média, e as pessoas vêm me perguntar sobre o Dante e dizer que ele é lindo! A campanha acabou, mas acho que tem gente que não percebeu. O negócio agora é trabalhar. Vai ser uma pedreira!”, diz, antes de cair numa gargalhada aberta de quem sabe que empalma o poder.


Fonte: Portal Áfricas

Fonte: http://www.ceert.org.br/ 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

FÓRUM MUNDIAL DA EDUCAÇÃO EM CANOAS/RS
Participação dias 21 e 22/01/2014

GRUPO DE TRABALHO 6
EDUCAÇÃO, DIVERSIDADE E INCLUSÃO



APRESENTAÇÃO DO TEATRO POPULAR: MÃE PRETA - MÃE ÁFRICA E LOGOTIPO HUMANOGRÁFICO - ADEVIC









 ABERTURA DE DEBATES: LISANDRA SANDRI (ULBRA - RS), ROSITA EDLER CARVALHO (BRASIL), LUCIA REGINA BRITO(BRASIL), ELOIR OLIVEIRA (ESCOLA KARAÍ NHE E`KATU - ALDEIA DA ESTIVA), VHERÁ POTY (ESCOLA NHAMANDÚ NHEMOPU`Ã - ALDEIA DE ITAPUÃ), ACUAB (ALDEIA POLIDORO - BRASIL), FRANQUILINA MARIA CORRÊA MARQUES CARDOSO - BRASIL





















 




PROFESSOR CARLOS AUGUSTO PINHEIRO SOUTO
PESQUISA DE MESTRADO: O IMPACTO DA COMPETÊNCIA MUSICAL NO DESENVOLVIMENTO SOCIOCULTURAL DE UM CONTEXTO POPULAR(ORQUESTRA JOVEM DE PORTO ALEGRE, BAIRRO VILA MAPA - LOMBA DO PINHEIRO)



GABRIELA TEIXEIRA GOMES
PROFESSORA DE HISTÓRIA DE PELOTAS/RS APRESENTOU
PROJETO MÃE ÁFRICA: CONSTRUINDO E DESCOBRINDO NOVOS RUMOS NA EDUCAÇÃO (COMUNICAÇÃO ORAL EDUCAÇÃO NO CONTEXTO DA LEI 10.639/03: UM RELATO A SER CONTADO)





 ABERTURA DO FÓRUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO















EU E A PROFESSORA LUCIA REGINA BRITO PEREIRA






 

PROFESSORA ROSITA EDLER CARVALHO (BRASIL)














POR ISIS ALVES