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segunda-feira, 24 de junho de 2013

 Profissionais negras descrevem memórias de preconceito no cotidiano
Em 1994, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) inaugurou um convênio com uma rede de cursos pré-vestibulares voltados para alunos negros e carentes que se tornaria um dos primeiros programas de ação afirmativa do país.

Caio Quero - Da BBC Brasil no Rio de Janeiro

Por meio do convênio, alunos negros aprovados no vestibular recebiam bolsas para cursar a universidade, o que acabaria representando uma revolução na história de centenas de jovens que puderam assim se formar e entrar no mercado de trabalho.
A história do programa é tema do livro Afrocidadanização - Ações Afirmativas e Trajetórias de Vida no Rio de Janeiro (Editora PUC-Rio), escrito pelo pesquisador Reinaldo da Silva Guimarães e lançado no mês passado.
Duas alunas egressas do programa de ação afirmativa conversaram com a BBC Brasil sobre suas experiências.
Uma delas, a historiadora e advogada Miracema Alves, resumiu assim a situação enfrentada por ela e outros negros no país: "A exclusão no Brasil é tão pesada que ela se torna uma coisa natural, as pessoas começam a ver aquilo com naturalidade."
Confira abaixo trechos dos depoimentos.
 
 Luciana Barreto, Jornalista.
Desde criança eu sonhava em ser jornalista, mas eu venho de uma família muito pobre da Baixada Fluminense. Nunca ninguém tinha entrado na universidade na minha família. Meu pai era motorista de ônibus, minha mãe trabalhava com movimento social, enfim, eu não tinha condição nenhuma de fazer jornalismo, apesar do meu sonho.
O que aconteceu foi que a PUC -Rio fez esse convênio, que se os alunos do projeto passassem (no vestibular), eles iriam isentar os primeiros meses até sair a proposta de bolsa. E foi o que aconteceu. Eu fui a primeira aluna do projeto a entrar em jornalismo, em 1997.
(Depois de passar no vestibular) eu achava que era o fim do meu drama, mas era só o começo. Porque eu já estava desempregada, e o valor da passagem da minha casa para a universidade ficava um terço do salário do meu pai.
Aí caiu a ficha. Meu pai era motorista de ônibus e nessa época ele tinha amigos em uma empresa que fazia essa linha de Cabuçu (bairro de Nova Iguaçu), onde eu morava, até o Rio de Janeiro. (Então) eu pegava carona com motoristas. Na verdade o fiscal me botou para fora várias vezes, era aquele drama. Outro trecho eu fazia a pé e, em outro, pagava passagem.
Todo dia tinha que ter um esquema. Eu fazia faxina para ajudar na passagem, eu vendia bijuteria, enfim, fazia tudo que era possível. E eu contava muito com a ajuda de amigos, parentes, a solidariedade de gente do bairro.
Era uma dificuldade, você imagina que eu precisava acordar às 3h30 da manhã. Eu pegava o ônibus de 4h20 para pegar a aula das 8h. Então eu pegava carona, eu já estava muito humilhada. Eu não tinha dinheiro para comer, passava o dia inteiro sem comer, uma vez eu desmaiei, isso acontecia com muitos alunos.
Trote
Era tudo muito novo para todo mundo. Aquele era um mundo muito diferente, desde a vestimenta, desde a nossa aparência.
Eu me lembro de que no meu trote, de cento e poucas pessoas, eu era a única negra. Eu fui durante um bom tempo a única negra desse curso, do jornalismo. Quando eu entrei na universidade, no meu primeiro dia, eu chorei muito. Eu falei para minha mãe, "eu não quero mais voltar, esse mundo não me pertence, eu não tenho condições de enfrentar isso".
Do terceiro semestre em diante eu arrumei estágio. Eu entrei no jornalismo porque meu sonho era trabalhar no antigo Jornal do Brasil, (mas) eu fazia prova (de estágio) para jornais impressos e não passava para nenhum e fazia provas para a televisão e passava.
Enfim, o fato é que Deus me abençoou muito e eu fui ficando no mercado de televisão. Eu vou te dizer, vou fazer 12 anos de formada e não fiquei nenhum dia desempregada.
Aí eu entrei no vídeo, fui fazendo vídeo, e eu tive muitas dificuldades de preconceito racial. Você não imagina o quanto a gente passa de preconceito racial.
(As pessoas dizem) ah, você está no vídeo porque você é negra, porque eles precisam de alguém negro. Você nunca está no vídeo porque você é competente.

Miracema Alves dos Anjos - Historiadora e Advogada.
Eu tinha 18 anos quando eu entrei na faculdade de história, eu tenho 47 agora. Fiz história na Faculdade de Humanidades Pedro 2º, que foi extinta.
Na verdade, logo que eu me formei, eu consegui dar aula na (Universidade) Cândido Mendes de Ipanema. Eu trabalhei na Cândido Mendes durante sete anos. Aí depois eu fiz concurso para o Estado, passei, sou professora do Estado há 20 anos. E depois eu fiz concurso para o município de Caxias, aqui no Rio, e passei. Sou professora do município de (Duque de) Caxias há 15 anos.
Eu tinha muito amigos advogados e eles viviam falando comigo, poxa, vai fazer direito, você é uma pessoa que gosta de estudar.
(Mas) eu decidi que eu ia fazer um mestrado em história. Aí tentei, passei na prova, os professores elogiaram a minha prova, mas depois me reprovaram na entrevista.
Quando eu saí da entrevista, toda felizinha e tal, tinha uma moça negra que trabalhava lá na universidade que me chamou e disse: "calma". Eu levei um susto, porque na entrevista eles me disseram que a minha prova estava muito boa e mesmo assim me reprovaram.
Eu sempre fui muito crítica, desde criança, minha mãe fala. E fazer história foi uma maneira de eu entender melhor os porquês. Você sabe, você é criança na escola e você sofre preconceito o tempo todo. Entre os seus colegas de escola, todo mundo namora, mas você tem mais dificuldade de arrumar um namorado, apesar de você ser bonita. Hoje, eu sei que eu sou bonita, mas, quando eu era criança, tudo me fazia crer que eu era feia, porque o negro é feio.
Aí eu fiquei tão decepcionada que falei: quer saber uma coisa? Vou tentar o direito. Aí eu tentei, consegui entrar na PUC, fiquei toda feliz. Eu entrei direto, no sistema de reingresso. Como eu já tinha graduação, eu podia tentar essa forma, e foi o que eu fiz. E aí eles me admitiram. Entrei em 1994 e me formei em 1999.
Bolsa
Eu fazia PUC de manhã, dava aula à noite. Quando eu entrei na PUC eu entrei pagando porque eu trabalhava, dava para pagar, bem apertado, porque era caro, mas eu entrei pagando. Mas aí eu fui demitida e pedi bolsa.
Acredito que, porque eu tinha notas muito boas, eles me concederam prontamente. Eu achava que era uma bolsa que eu teria que pagar depois, mas, porque eu era negra, eles acabaram me incluindo nesse grupo (de negros e carentes) sem eu nem saber.
Hoje, além de dar aula (de história) em três escolas, eu advogo. Mas aconteceu exatamente o contrário do que eu planejei, eu planejei trabalhar mais com o direito. Eu advogo para os meus amigos e conhecidos, eu tenho uma clientela que é muito pequena, eu não ganho dinheiro com o direito, ganho uns trocados, né? Quando pinta um trocado.
Uma vez eu fiz uma prova, tirei nota boa, mas aí eu notei que o professor não tinha considerado uma questão que eu sabia que estava certa. Aí eu cheguei para o professor e perguntei : "e essa questão aqui?". E ele falou assim, "como é que você adivinhou isso?" Aí eu falei: "professor, eu não adivinhei, eu estudei".
Pois é, essa questão do preconceito é muito difícil. Quando não é uma coisa muito direta e alguém te chama de macaca, quando não é uma coisa assim, bem direta, fica sempre a dúvida.
Você sabe que o brasileiro criou formas de ser preconceituoso sem demonstrar completamente. É a questão do preconceito velado. Às vezes, eu converso com meus colegas brancos sobre situações que eu passo e eles dizem: "ah, mas pode não ter sido preconceito". É realmente pode não ter sido, mas quando você é negro, você sente a diferença, porque é com você.
A exclusão no Brasil é tão pesada que ela se torna uma coisa natural, as pessoas começam a ver aquilo com naturalidade. O preconceito está nisso, em achar que um negro só pode estar em posições e lugares subalternos.
  



 Fonte: BBC Brasil



Noruega importa lixo para produzir energia

Oslo é uma cidade que importa lixo. Parte vem da Inglaterra, parte vem da Irlanda e parte vem da vizinha Suécia. Ela inclusive tem planos para o mercado americano. “Eu gostaria de receber alguma coisa dos Estados Unidos”, disse Pal Mikkelsen em seu escritório, numa enorme usina na periferia da cidade, onde o lixo é transformado em calor e em eletricidade. “O transporte marítimo é barato”. Oslo, onde metade da cidade e a maioria das escolas são aquecidas pela queima do lixo – lixo doméstico, resíduos industriais e até resíduos tóxicos e perigosos de hospitais e apreensões de drogas, tem um problema: o lixo para queimar se esgotou.
 
    O problema não é exclusivo de Oslo. Em toda a Europa setentrional, onde a prática de queimar lixo para gerar calor e eletricidade disparou nas últimas décadas, a demanda por lixo é muito superior à oferta. A meticulosa população do norte europeu produz apenas cerca de 136 milhões de toneladas de resíduos por ano, muito pouco para abastecer usinas incineradoras capazes de consumir mais de 635 milhões de toneladas.
 
    “Mas os suecos continuam a construir [mais usinas], assim como a Áustria e a Alemanha”, disse Mikkelsen, 50, engenheiro mecânico que há um ano é o diretor-gerente da agência municipal encarregada da transformação de resíduos em energia. Ele acredita que a queima do lixo é “um jogo de energia renovável para reduzir o uso de combustíveis fósseis”.
  Lixo indo para incineração na Noruega

Para alguns, pode parecer bizarro que Oslo recorra à importação de lixo para produzir energia. A Noruega está entre os dez maiores exportadores mundiais de petróleo e gás e tem abundantes reservas de carvão e uma rede de mais de 1.100 usinas hidrelétricas em suas montanhas, ricas em água.
 
    Já Lars Haltbrekken, presidente da mais antiga entidade ambientalista da Noruega, afirmou que, do ponto de vista ambiental, a tendência de transformar resíduos em energia constitui um grande problema, por gerar pressão pela produção de mais lixo. Numa hierarquia de objetivos ambientais, disse Haltbrekken, a redução da produção de resíduos deveria estar em primeiro lugar, ao passo que a geração de energia a partir do lixo deveria estar no final. “O problema é que a nossa prioridade mais baixa conflita com a mais alta”, disse ele.
 
    Em Oslo, as famílias separam seu lixo, colocando os restos de comida em sacos plásticos verdes, os plásticos em sacos azuis e os vidros em outro lugar. Os sacos são distribuídos gratuitamente em mercearias e outras lojas. Mikkelsen comanda duas usinas. A maior delas usa sensores computadorizados para separar os sacos de lixo codificados por cor. A separação do lixo orgânico, incluindo os restos de comida, passou a permitir que Oslo produza biogás, o qual já abastece alguns ônibus no centro da cidade.






 Fonte: Folha de São Paulo
Foto: Brian Cliff Olguin/The New York Times
Foto ilustrativa: G1

sábado, 8 de junho de 2013


Projeto feito em Teresina por Escola Municipal forma novos leitores

'Na minha rua todo mundo lê' incentiva a leitura também fora da escola

Leituras para a família (Foto: Divulgação/ Escola Munipal Casa Meio Norte)

Projeto 'Na minha rua todo mundo lê' incentiva a leitura também fora dos limites da escola
(Foto: Divulgação/Escola Munipal Casa Meio Norte)



O desafio de incentivar nos jovens o hábito da leitura é cada vez maior em um mundo acelerado e cercado de estímulos audiovisuais. De acordo com a última pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, 85% dos entrevistados responderam que preferem ver televisão no tempo livre a ler. Essa situação pode ser ainda mais complicada quando se trata de jovens que vivem em ambientes não prósperos à leitura. A mesma pesquisa aponta que a escolaridade, a classe social e o ambiente familiar estão diretamente relacionados ao habito de ler. Dados mostram que quanto maior a escolaridade e a classe social, maior a quantidade de livros lidos.
Entretanto, mesmo diante de diversos fatores desfavoráveis, duas professoras de uma Escola Municipal em Cidade Leste, em Teresina, no Piauí, provaram que formar jovens leitores é uma missão possível. E como se não bastasse, ainda encararam o desafio de propagar o hábito da leitura também entre as famílias e vizinhos dos alunos. A partir dos projetos “Ler para crescer” e “Na minha rua todo mundo lê”, a instituição conseguiu criar uma rede de leitura que ultrapassou os muros da escola.
Preocupadas com o baixo índice de leitura entre os alunos da Escola Municipal Casa Meio Norte, Ruthneia Vieira e Osana Moraes desenvolveram, em 2010, o projeto "Ler para crescer". A iniciativa recolhe doações de livros e estipula metas de leituras mensais para que crianças e jovens de toda a escola se sintam estimulados a mergulhar no mundo das histórias literárias. “Para as crianças que ainda não lêem livros densos da literatura brasileira, estipulamos uma meta de 40 livros por mês. E tem alunos que lêem até mais”, diz Ruthneia. Além disso, o projeto incentivou a construção do Salão do Livro, onde as crianças podem dedicar um tempo a leitura, e o desenvolvimento de atividades como o bate-papo literário.
Empolgadas com os resultados positivos, as professoras decidiram expandir o incentivo à leitura para além da escola. “Percebemos que não bastava incentivar apenas as crianças. Tínhamos que estimular também as famílias”, diz. O projeto “Na minha rua todo mundo lê” tem como objetivo fazer com que, a princípio, as crianças e jovens leiam para suas famílias e vizinhos. “Um conselheiro acompanha as crianças até as casas e, de forma bem informal, oferece uma leitura. Caso a pessoa aceite, a criança lê uma história e já marca uma data para a próxima visita”, explica Ruthneia.
O projeto possibilitou uma conexão entre comunidade e escola que já está gerando bons frutos. “Conseguimos fazer com que muitas mães voltassem a estudar, reconhecessem a importância da leitura e se preocupassem mais com os estudos das crianças”, garante a professora.  Além disso, Ruthneia conta que o aumento dos índices de leitura entre os alunos tem refletido em melhorias no aprendizado e na formação do aluno. “Eles evoluíram no questionamento, na interpretação, na gramática, na concordância e em outros aspectos que se expandem para diversos campos do conhecimento”, afirma.

Projeto Ler para Crescer forma novos leitores na escola (Foto: Divulgação/ Escola Munipal Casa Meio Norte)
Projeto forma novos leitores na escola
(Foto: Divulgação/E.M. Casa Meio Norte)



Fonte: http://redeglobo.globo.com/globoeducacao


Evento no Museu de Arte do Rio (MAR) reúne representantes da Globo, da Universidade das Quebradas e elenco da minissérie 'Subúrbia'

 As atrizes de 'Subúrbia' Erika Januza e Dani Ornellas no evento de lançamento do Caderno Globo Universidade (Foto: Thaís Jordão/Divulgação)

 As atrizes Erika Januza e Dani Ornellas, de 'Subúrbia', no lançamento do Caderno Globo Universidade
(Foto: Thaís Jordão/Divulgação)

A segunda edição do Caderno Globo Universidade sobre o tema Subúrbios e Identidades foi lançada nesta terça-feira (04), no Museu de Arte do Rio (MAR). O evento contou com  a presença de Flávia Marinho, representando José Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo; da diretora de Responsabilidade Social da Globo Beatriz Azeredo; do autor de "Subúrbia" Paulo Lins; e do elenco da minissérie. O lançamento teve apresentação do jornalista Paulo Mario Martins e uma performance dos alunos da Universidade das Quebradas, um projeto de extensão do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que busca integrar o meio acadêmico e a periferia através de discussões culturais e intelectuais produzidas dentro e fora da academia.

 "O Caderno Globo Universidade nasceu da nossa preocupação em documentar e aprofundar as reflexões trazidas pelos debates promovidos por essa área da Globo dedicada ao relacionamento com o meio acadêmico. Hoje, estamos aqui para celebrar esta publicação e mostrar como o encontro da periferia com a universidade pode gerar intensas experiência culturais tanto dentro como fora da academia", ressaltou a diretora de Responsabilidade Social da Globo Beatriz Azeredo.

Erika Januza e Haroldo Costa, do elenco de 'Subúrbia', no evento de lançamento do Caderno Globo Universidade Subúrbios e Identidades (Foto: Thaís Jordão/Divulgação)

Erika Januza e Haroldo Costa, do elenco de 'Subúrbia', no evento de lançamento do Caderno Globo Universidade Subúrbios e Identidades no Museu de Arte do Rio, o MAR (Foto: Thaís Jordão/Divulgação)

 Subúrbia' foi um marco na TV brasileira porque apesar de tratar de temas do cotidiano do subúrbio, fez isso de uma forma inovadora. A equipe toda se entregou e foi uma festa", declarou Haroldo Costa.

"É muito legal o Globo Universidade fazer essa pesquisa sobre as periferias a partir da minissérie 'Subúrbia' porque além da ficção, ela trouxe a realidade dos atores, que não são conhecidos", elogiou Erika Januza.
Performance dos alunos da Universidade Quebradas com Mãe Beata de Iemanjá (Foto: Thaís Jordão/Divulgação)

 "Este é um momento muito importante e oportuno para as quebradas ganharem visibilidade, o que é muito importante para as periferias de todo Brasil", disse Numa Ciro, coordenadora adjunta da Universidade das Quebradas.

Béa Meira, coordenadora pedagógica da Universidade das Quebradas; Beatriz Azeredo; Heloisa Buarque; Alice Maria (Foto: Thaís Jordão/Divulgação)

A universidade dá pouca atenção para outros saberes, mas hoje para produzir novos conhecimentos é necessário que haja uma articulação entre vozes e saberes. O capital acumulado de informação não está rendendo mais, então, precisamos de outras vozes, de fora da universidade", defendeu Heloísa Buarque de Hollanda, coordenadora Universidade das Quebradas.

A publicação traz um olhar multidisciplinar da história e cultura do subúrbio, dando enfoque às discussões suscitadas pela série Suburbia, exibida pela Globo em 2012, e pelos seminários “Suburbia: O indivíduo na construção do imaginário social”, realizadas na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e na Universidade de São Paulo (USP) em novembro de 2012. Os encontros discutiram aspectos antropológicos, sociológicos e urbanos relacionados aos subúrbios, seu legado cultural, econômico e social e o papel disso na constituição das identidades. Além disso, também foram debatidas questões ligadas à linguagem dramatúrgica da série, à representação dos negros e ao espaço das periferias na produção cultural brasileira

 O Caderno Globo Universidade Subúrbios e Identidades conta com artigos que aprofundam as discussões abordadas nos seminários, entrevistas exclusivas do diretor Luiz Fernando Carvalho e da pesquisadora Heloisa Buarque de Hollanda, além de depoimentos de Erika Januza e Fabrício Boliveira, protagonistas da trama. A edição traz, ainda, fotos do making of de Suburbia clicadas pela agência Imagens do Povo, do Complexo da Maré, que acompanhou a gravação do seriado.

 http://www.museudapessoa.net/suburbia/historias.php

 Com o intuito de estimular o debate e disseminar importantes temas da agenda nacional, os Cadernos Globo Universidade sistematizam e difundem o conhecimento gerado em seminários promovidos pela área da Globo dedicada ao relacionamento com o meio acadêmico. Através das publicações, os encontros do Globo Universidade ganham uma versão perene para atingir mais leitores e transformar-se em um documento de consulta em bibliotecas, universidades e centros de pesquisa. A primeira edição do Caderno Globo Universidade sobre o tema Futuro do Lixo foi publicada em dezembro de 2012 e aprofundou os debates sobre meio ambiente, desenvolvimento sustentável e tratamento de resíduos sólidos.

 Lançamento do Caderni Globo Universidade reúne elenco da minissérie 'Subúrbia' e alunos da Universidade das Quebradas (Foto: Thaís Jordão/Divulgação)

 Fonte: http://redeglobo.globo.com/globouniversidade