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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

destaque internas

Somália : Desnutrição e sarampo em Mogadíscio

19/09/2011

O vídeo mostra o trabalho de Médicos Sem Fronteiras para tratar a desnutrição severa em crianças e conter o surto de sarampo que atinge a Somália.
Doe agora diretamente para a Somália: http://ow.ly/6woKP
  

Fonte: MSF - Médicos Sem Fronteiras

A violência é um dos grandes males da África do Sul

A África do Sul não concluiu sua transição política e precisa de um novo impulso econômico. Dezoito anos depois da chegada ao poder do Congresso Nacional Africano, os acontecimentos na mina de Marikana, os mais cruéis desde então, mostram a necessidade de um segundo esforço para aprofundar a mudança que, desde o perdão e a convivência que defendia Nelson Mandela, pôs fim ao regime do "apartheid".

A notícia foi publicada no jornal El País e reproduzida pelo portal Uol, 23-08-2012.

A África do Sul tem no subsolo, entre outras riquezas, cerca de 80% das reservas de platina do mundo. Os 3 mil perfuradores da jazida de Marikana, ao norte de Joanesburgo, declararam há dias uma greve selvagem para tentar forçar que triplicassem seus salários. A exigência chegou em um mau momento para a empresa Lonmin, proprietária da mina, que está sendo obrigada a cortar gastos diante da queda do preço da platina - curiosamente, a greve o fez subir - causada pela suspensão da fabricação de automóveis na Europa devido à crise.

Em 10 de agosto já houve choques violentos entre representantes dos dois principais sindicatos em Marikana, que terminaram com a morte de dez pessoas, entre elas dois policiais. Na última quinta-feira (16), os 3 mil perfuradores, alguns armados com machados e paus, enfrentaram uma polícia mal preparada para a ocasião, que disparou, matando pelo menos 34 trabalhadores. A direção da Lonmin aqueceu ainda mais os ânimos ao salientar que os que não voltassem ao trabalho seriam demitidos, mas na última terça-feira (21), diante da pressão do governo, recuou.

A violência - junto com um desemprego de 25%, a desigualdade e a corrupção - é a pior praga do país. As medidas para conseguir que os negros participem mais de uma riqueza que continua essencialmente nas mãos dos brancos não funcionaram. Essa situação levou ao aumento dos pedidos de nacionalizações e à radicalização do discurso político. As empresas também têm que se adaptar muito mais à nova situação.

O presidente Jakob Zuma deve promover um novo capítulo que reduza a violência, atenue a tensão política e social e estabeleça novas bases econômicas, pois o desenvolvimento baseado na exportação de matérias-primas não é suficiente. A semana de luto que decretou por causa dessas mortes deve ser utilizada para uma reflexão geral.

Fonte: Revista IHU On-line

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Racismo no Brasil

Restaurante Nonno Paolo - O racismo não cordial do brasileiro

 

Criança negra é retirada de restaurante ao ser confundida como pedinte

 minino comendo foto ilustrativa

 Por Mario Sergio


Neste final de ano pude testemunhar e viver a vergonha dessa praga do rascismo aqui em nossa multicultural São Paulo. E com pessoas próximas e queridas. Não dá para ficar calado e deixar apenas o inquérito policial que abrimos tomar conta dos desdobramentos desse episódio lamentável e sórdido.
Na sexta feira, 30, nossos primos, espanhóis, e seu pequeno filho de 6 anos foram a um restaurante, no bairro Paraíso (ironia?) para almoçar. O garoto quis esperar na mesa, sentado, enquanto os pais faziam os pratos no buffet, a alguns metros de distância. A mãe, entre uma colherada e outra, olhava para o pequeno que esperava na mesa. De repente, ao olhar de novo, o menino não mais estava lá. Tinha sumido.
Preocupada, deixou tudo e passou a procurá-lo ao redor. Ao perguntar aos outros frequentadores, soube que o menino havia sido retirado do restaurante por um funcionário de lá. Desesperada, foi para a rua e encontrou-o encolhido e chorando num canto. Perguntado (em catalão, sua língua) disse que "o senhor pegou-me pelo braço e me jogou aqui fora".
O casal e a criança voltaram para o apartamento de minha sogra e contaram o ocorrido. Minha sogra que é freguesa do restaurante, revoltada, voltou com eles para lá. Depois de tergiversações, tentativas de uma funcinária em pôr panos quentes, enfim o tal sujeito (gerente??) identificou-se e com a arrogância típica de ignorantes, disse que teria sido ele mesmo a cometer o descalabro. Mas era um engano, mas plenamente justificável porque crianças pedintes da feira costumavam pedir coisas lá e incomodar. E que ele era bom e até os alimentava de vez em quando. Nem sequer pediu desculpas terminando por dizer que se eles quisessem se queixar que fossem à delegacia.
Minha sogra ligou-me e, de fato, fomos à delegacia do bairro e fizemos boletim de ocorrência. O atendimento da delegada de plantão foi digno e correto. Lavrou o BO e abriu inquérito. Terminou pedindo desculpas e que meus primos não levem uma impressão ruim do Brasil.
Em tempo: o filho de 6 anos é negro. Em um e-mail (ainda não respondido pelo restaurante Nonno Paolo) pergunto qual teria sido a atitude se o menino fosse um loirinho de olhos azuis.


Fonte: http://www.geledes.org.br/racismo-preconceito/racismo-no-brasil/12440-o-racismo-nao-cordial-do-brasileiro