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quarta-feira, 2 de abril de 2014

ICARAIMA - indígenas e povos do mundo - Um esqueleto que se encontra atualmente no Museu Nacional de Addis Abeba, foi identificado que se trata de uma pessoa do sexo feminino e que presumivelmente teve morte provocada por mordida de crocodilo. De fato, o rio Omo conta com presença de grande número de tais répteis. As mulheres Mursi são altas, exibindo perfeitas proporções corporais. Costume tribal, elas se submetem a uma prática extremamente dolorosa que é a perfuração do lábio inferior onde ostentam impressionantes pratos. Mas que motivo instiga ou leva essas mulheres a suportarem semelhante suplício? As explicações são contrastantes e de certa forma confusas. A mais provável parece estar ligada à sua beleza. No entanto, parece realmente que em idos tempos a mulher Mursi era a preferida dos mercadores de escravos. Para encontrar um modo de salvar suas mulheres, os Mursi impuseram a perfuração do lábio, uma vez que assim deformadas perderiam o valor. Com o passar do tempo, os homens da tribo não só se habituaram com a deformação da companheira, como passaram a admirar o seu novo visual, a tal ponto de considerar o procedimento um indispensável fascínio feminino. Pode estar aí explicado o motivo pelo qual nenhuma mulher Mursi se opõe, ainda hoje, a tal prática. CONTINUA SOBRE ESSE POVO - Fotolog


ICARAIMA - indígenas e povos do mundo

Um esqueleto que se encontra atualmente no Museu Nacional de Addis Abeba, foi identificado que se trata de uma pessoa do sexo feminino e que presumivelmente teve morte provocada por mordida de crocodilo. De fato, o rio Omo conta com presença de grande número de tais répteis.

As mulheres Mursi são altas, exibindo perfeitas proporções corporais. Costume tribal, elas se submetem a uma prática extremamente dolorosa que é a perfuração do lábio inferior onde ostentam impressionantes pratos. Mas que motivo instiga ou leva essas mulheres a suportarem semelhante suplício?

As explicações são contrastantes e de certa forma confusas. A mais provável parece estar ligada à sua beleza. No entanto, parece realmente que em idos tempos a mulher Mursi era a preferida dos mercadores de escravos. Para encontrar um modo de salvar suas mulheres, os Mursi impuseram a perfuração do lábio, uma vez que assim deformadas perderiam o valor. Com o passar do tempo, os homens da tribo não só se habituaram com a deformação da companheira, como passaram a admirar o seu novo visual, a tal ponto de considerar o procedimento um indispensável fascínio feminino.

Pode estar aí explicado o motivo pelo qual nenhuma mulher Mursi se opõe, ainda hoje, a tal prática.


CONTINUA SOBRE ESSE POVO
Fonte: http://www.fotolog.com.br/icaraima/351000000000023797/


Mulheres Mursis / Djibouti / - O resultado dessa agressão é que a ausência dos incisivos provoca graves problemas na fala, com relativa distorção da linguagem. Fica comprometida também a função mastigatória, complicando de modo notável e dramático a execução das mais elementares atividades fisiológicas, como a função de comer e beber, ou seja, o ato de mastigar, deglutir e, finalmente, nutrir-se. Além destes graves problemas, as Mursi são extremamente orgulhosas dos seus pratos e se comparam numa silenciosa competição em ostentar os discos mais volumosos. Com o aumento do diâmetro do disco, diminui a possibilidade do cordão labial suportar o peso do prato que passa da posição horizontal para a vertical, balançando para baixo. Mas até este inconveniente é o preço que se paga para se conquistar um posto elevado na hierarquia tribal, adquirindo-se prestígio e consideração entre os seus pares. Os homens Mursi, além disso, são irresistivelmente atraídos pela desmesurada dimensão de um lábio perfurado e por esse motivo as mulheres praticam todo o tipo de exercício possível para aumentar sua circunferência e atrair assim a atenção masculina. Exceto as mulheres idosas, dificilmente se surpreende uma Mursi sem o prato labial, pois é considerado um gesto descortês e mal-educado apresentar-se em público com os “lábios vazios”, sobretudo diante de estranhos. - Fotolog

Mulheres Mursis / Djibouti /

O resultado dessa agressão é que a ausência dos incisivos provoca graves problemas na fala, com relativa distorção da linguagem. Fica comprometida também a função mastigatória, complicando de modo notável e dramático a execução das mais elementares atividades fisiológicas, como a função de comer e beber, ou seja, o ato de mastigar, deglutir e, finalmente, nutrir-se.

Além destes graves problemas, as Mursi são extremamente orgulhosas dos seus pratos e se comparam numa silenciosa competição em ostentar os discos mais volumosos. Com o aumento do diâmetro do disco, diminui a possibilidade do cordão labial suportar o peso do prato que passa da posição horizontal para a vertical, balançando para baixo.
Mas até este inconveniente é o preço que se paga para se conquistar um posto elevado na hierarquia tribal, adquirindo-se prestígio e consideração entre os seus pares. Os homens Mursi, além disso, são irresistivelmente atraídos pela desmesurada dimensão de um lábio perfurado e por esse motivo as mulheres praticam todo o tipo de exercício possível para aumentar sua circunferência e atrair assim a atenção masculina.

Exceto as mulheres idosas, dificilmente se surpreende uma Mursi sem o prato labial, pois é considerado um gesto descortês e mal-educado apresentar-se em público com os “lábios vazios”, sobretudo diante de estranhos.

Fonte: http://www.fotolog.com.br/icaraima/351000000000023817/



Vênus Negra (Vénus Noire) 


Abdellatif Kechiche é um diretor primoroso, recentemente seu nome ganhou notoriedade com o "Azul é a Cor Mais Quente", mas seus filmes anteriores são tão bons quanto.
"Vênus Negra" baseado em fatos reais retrata a sordidez humana. Saartjie, a Vênus Hotentote, nascida em 1789 às margens do Rio Gamtoos, no atual Cabo Oriental, na África do Sul, é pertencente à família Khoisan, mais conhecida como bosquímanos. Uma das características das mulheres bosquímanas era a protuberância das nádegas, por excesso de gordura, fenômeno conhecido como esteatopigia. Ela foi serva da família Baartman, agricultores holandeses que moravam nas proximidades da Cidade do Cabo. Convidada e iludida para se apresentar em espetáculos em Londres a fim de adquirir dinheiro acaba sendo humilhada de diversas maneiras.
A atriz cubana Yahima Torres deu vida a inocente Saartjie, seus olhares e silêncios nos dizem e emocionam muito, descobrimos um pouco dessa mulher que era doce, e que principalmente necessitava de afeto. Saartjie era exibida como um animal, uma aberração selvagem vinda da África, um lugar considerado extremamente exótico para os padrões europeus da época. As cenas são exibidas em longos planos, mostrando cada detalhe da apresentação, onde a mulher é tirada de uma jaula e exposta ao público curioso. Ela dança, toca, e é apalpada, fato que entristece muito Saartjie. Por causa de suas características físicas avantajadas e o tal do "avental hotentote" - pequenos lábios vaginais muito desenvolvidos, foi obrigada a submeter-se em terríveis situações.
A cena inicial já revela o racismo mascarado sob a forma de ciência. Uma aula de anatomia que acontece na Paris do começo do século XIX. Na ocasião, são comparados atributos físicos de uma mulher negra com macacos. O médico enfatiza: "Eu nunca vi a cabeça de um ser humano tão parecida com a de um macaco". Estudiosos acreditavam que os Hotentote estavam muito próximos da raiz da espécie humana. E quando ficaram sabendo das apresentações em Paris foram oferecer dinheiro em troca dela ser objeto de estudos durante o dia todo, mas Saartjie tinha vergonha de se despir completamente por conta de suas partes íntimas, e era exatamente isso que os estudiosos precisavam para saber se ela era uma hotentote legítima. Muito humilhante e completamente desumano a forma como a tratam. É a perversidade humana em alto nível. Nesse momento ela já estava com outro explorador, pois Caezar irritado com Saartjie a vendeu para Réaux, que por sua vez era muito mais agressivo e não a poupava nas apresentações, sendo tocada com muita violência. 

Muitas vezes Saartjie dizia que não era escrava, que recebia salário e que o que fazia era uma representação, como no teatro, fora dali era livre. Sua submissão era demais, dizia ser burra, mas a verdade é que ela não tinha para onde correr, e por isso aceitava sua bizarra situação. O homem em quem confiou a colocou para fora de sua vida em razão do dinheiro que foi perdido por ela não querer mostrar seus lábios vaginais. Posta em outras mãos foi violentamente agredida, tanto fisicamente como moralmente, sua imagem de mulher se destruiu por completo.
Os olhos de Saartjie demonstram uma tristeza e um vazio imensurável, além de fragilidade e impotência diante aqueles ao seu redor. O filme faz questão de mostrar suas apresentações por inteiro a fim de que retrate a desumanidade na espécie humana. E quando se pensa que nada poderia piorar Saartjie é deixada a mercê da vida, acaba se prostituindo, adoece, e mais uma vez é jogada na rua, sem ter mais forças para ir adiante, falece, mas nem assim consegue ter paz. Réaux a encontra e a vende para os estudiosos de Paris, que fazem um modelo a partir de seu corpo. Seus restos mortais (esqueleto, órgãos genitais e cérebro) ficaram expostos no Museu do Homem da França, até 1985. Houve apelos esporádicos pela devolução dos seus restos mortais, e só em 2002 foram entregues à África do Sul. 

"Vênus Negra" mostra de forma contundente o racismo científico, um exemplo é a ideia de que o crânio do negro se assemelhava com o do macaco, e de que vários aspectos da fisionomia eram "inferiores". Os europeus se achavam e desejavam expor suas teorias. No século XIX o racismo e a eugenia eram muito explícitas e ganharam força. A exotização da mulher negra nasceu daí.
Muito se diz que os tempos são outros, mas querendo ou não o exótico hoje em dia é vendido sob formas que aguçam a curiosidade. Uma amostra são os pacotes turísticos vendidos mundo afora para se conhecer as favelas do Brasil, ou as mulatas do carnaval que se exibem sem pudor algum, e cuja imagem é vendida como o símbolo do país.
Os períodos históricos servem para analisarmos o racismo, no século XIX era mascarado pela ciência, muitas ideias se difundiram e viraram verdades que predominam até hoje. Na atualidade é algo velado, mas a marginalização permanece, assim como o desprezo e a luta pela igualdade.
"Vênus Negra" é um filme chocante que mostra até onde vai a ignorância do ser humano em explorar outro ser humano que foge dos padrões ditos perfeitos.


Fonte: http://pitadadecinema.blogspot.com.br

Khoisan



Mulher san do Botswana

Khoisan ou Khoi-San (também grafado como coisã,1 ou coissã2 1 ) é a designação unificadora de dois grupos étnicos existentes no sudoeste de África, que partilham algumas características físicas e linguísticas distintas da maioria banta. Esses dois grupos são os san, também conhecidos por bosquímanos ou boximanes3 e que são caçadores-coletores, e os khoikhoi, que são pastores e que foram chamados hotentotes pelos colonizadores europeus. Aparentemente, estes povos têm uma longa história, estimada em vários milhares (talvez dezenas de milhares) de anos, mas agora estão reduzidos a pequenas populações, localizadas principalmente no deserto do Kalahari, na Namíbia, mas também no Botsuana e em Angola.

História

 

Os khoisan atuais podem ser descendentes de povos caçadores-colectores que habitavam toda a África Austral e que desapareceram com a chegada dos bantos a esta região, há cerca de 2 000 anos. Não é provável que os bantos tenham exterminado os khoisan, uma vez que algumas das suas características linguísticas e físicas foram assimiladas por vários grupos bantos, como os xhosas e os zulus. É mais provável que a redução do seu território de caça, derivado da instalação dos agricultores bantos, tivesse sido uma causa para a redução do seu número e da sua área habitada.
Até a instalação dos holandeses e franceses huguenotes na África do Sul, há cerca de 200 anos, estes povos ainda povoavam grandes extensões da Namíbia e do actual Botswana. Em seguida, porém, foram praticamente exterminados, uma vez que não aceitavam trabalhar nas condições que os novos colonos exigiam.
Estes colonos os chamaram de hotentotes - que significa "gago" na língua neerlandesa, provavelmente devido à sua língua peculiar - ou bushmen, ou seja "homens do mato", termo que foi adaptado para a língua portuguesa como bosquímanos. Ambos os nomes têm, actualmente, uma conotação pejorativa, assim como o termo san usado para um grupo específico de khoisan, que, na sua língua, significa "estrangeiro". Os nomes que se utilizam, actualmente, são derivados dos nomes das suas línguas (ver línguas khoisan). No entanto, a palavra hotentote continua a ser utilizada nos nomes de várias plantas e animais da África do Sul, como o chorão-das-praias (Carpobrotus edulis, em inglês hottentot fig, "figo hotentote"), ou o toirão-hotentote (Turnix hottentotta).
Hoje em dia há uma população san significativa na Namíbia onde a sua língua tem um estatuto oficial, sendo utilizada no ensino até ao nível universitário. Comunidades menores existem no Botsuana e no sul de Angola.

 

Anatomia

Fisicamente, os khoisan são em média mais baixos e esguios que os restantes povos africanos. Além disso, possuem uma coloração de pele amarelada e prega epicântica nos olhos, como os chineses e outros povos do Extremo Oriente. Algumas destas características são agora comuns a outros grupos étnicos sul-africanos, sendo patentes por exemplo em Nelson Mandela.
Uma outra característica física dos khoisan é a esteatopigia das mulheres (grande desenvolvimento posterior das nádegas), que levou a que uma mulher tivesse sido levada para a Europa no século XIX e usada para exibição em feiras, a famosa Vénus Hotentote.

Genética

  

Os khoisan possuem o mais elevado grau de diversidade do ADN mitocondrial de todas as populações humanas, o que indica que eles são uma das mais antigas comunidades humanas. O seu cromossomo Y também sugere que, do ponto de vista evolucionário, os khoisan se encontram muito perto da raiz da espécie humana.
De acordo com um estudo genético autossômico de 2012, os khoisan podem ser divididos em dois grupos, correspondentes às regiões noroeste e sudeste do Kalahari, os quais se separaram dentro dos últimos 30.000 anos. Todos os indíviduos testados na amostra apresentaram ancestralidades de populações não-khoisan, que foram introduzidas no período de 1200 anos atrás, como resultado da expansão bantu. Além disso, os hadzas, um grupo de caçadores-coletores do Leste da África, que também utilizam uma língua baseada em cliques (como a dos khoisan), possuem um quarto de sua ancestralidade vindos de uma população relacionada aos khoisan, revelando uma ligação genética antiga entre o Sul da África e o Leste da África.4 Ou seja, as populações khoisan de Angola e da Namíbia teriam se separado daquelas da África do Sul entre 25000 e 40000 anos atrás.5



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Khoisan

Fonte: http://www.lipstickalley.com/showthread.php?p=13055471