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terça-feira, 28 de maio de 2013

Bolsa Família


“É um programa (Bolsa Família) muito importante, mas temos de ter cuidado para não criarmos dependência. A Europa sofre com isso. As segunda e terceira gerações que receberam os benefícios sociais dos governos começaram a se acomodar, ficaram dependentes. Não temos de tirar as pessoas do Bolsa Família e sim dar subsídios para elas saírem por conta própria" - Muhammad Yunus, economista, Prêmio Nobel da Paz – O Estado de S. Paulo, 28-05-2013.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/

Ler a notícia abaixo e não ficar indignado é impossível!
Essa terra já tem dono sim! Mas diálogo para quê? por quê?
Quem tem poder financeiro e arma fala mais alto ainda neste país, infelizmente.
Mas até quando senhores políticos? Até quando?
Importante é que a luta continua companheiros!

Por
Isis Alves




Indígenas voltam a ocupar canteiro de Belo Monte e pedem presença da presidente Dilma Rousseff

Cerca de 170 indígenas voltaram a ocupar, na madrugada desta segunda-feira (27), o principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em Vitória do Xingu, no sudoeste do Pará. A reivindicação central é a de que as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte e os estudos para a construção das usinas no Rio Tapajós sejam suspensos até que as consultas prévias aos povos indígenas sejam realizadas.
A reportagem é do Movimento Xingu Sempre Vivo, 27-05-2013.

Os indígenas divulgaram carta explicando o movimento formado por indígenas Chipaia e Arara, que moram na Volta Grande do Xingu, além de representantes das etnias Kayapó, Munduruku e Tupinambá.

Eles afirmam que estes megaprojetos de geração de energia causam graves impactos ambientais e sociais e destroem o modo de vida dos povos e das comunidades tradicionais da região. Se efetivada, a construção de Belo Monte, por exemplo, secará 100 quilômetros do rio na Volta Grande do Xingu. No caso da construção das hidrelétricas planejadas pelo governo para o Rio Tapajós, as milenares aldeias Munduruku, situadas às margens do rio ficariam totalmente inundadas.

Esta é a segunda ocupação realizada nas obras de Belo Monte em menos de um mês. No dia 2 de maio os indígenas ocuparam o mesmo canteiro e permaneceram lá por oito dias. Os indígenas afirmam que saíram pacificamente na última ocupação porque o governo federal garantiu que haveria uma negociação, o que não aconteceu. Portanto, desta vez, eles garantem que resistirão até que o governo federal, efetivamente, converse com eles e atenda às suas reivindicações.
Os indígenas também criticam a presença da Força Nacional na região com o objetivo de garantir segurança e apoio para a realização dos estudos de impacto ambiental das usinas no Tapajós.

Além dos policiais que já estavam alojados dentro do canteiro de obras com o objetivo de garantir a proteção de Belo Monte, outros contingentes da polícia estão chegando à ocupação iniciada nesta madrugada.


Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/


segunda-feira, 20 de maio de 2013



 Petroleiro construido no Brasil batizado de Zumbi dos Palmares




Com sua licença, Sr. Luiz Carlos da Vila, sua música "Kizomba, A festa da raça", ficou maravilhosa na interpretação feita por uma de nossas grandes representantes dentro da história da cultura brasileira e ativista afro-brasileira, Zezé Mota, na entrega do navio petroleiro “Zumbi dos Palmares”, em Pernambuco.
Uma grande máquina de “ferro e tecnologia” brasileira, com nome de um grande homem e guerreiro brasileiro, filho desta terra bem como o petroleiro que carrega o nome de Zumbi dos Palmares.
Conforme foi citado em discurso da cerimônia, com a construção do navio foi mais que provado que os trabalhadores que tiveram de aprender, se capacitar para realizar a execução desde empreendimento, são capazes, são eficientes, são corajosos, pois assim foi Zumbi, homem que aprendeu homem capaz, homem corajoso, homem que liderou um local de diversidades, com prosperidade que, sobretudo, por outro lado, atraía atenção e receio.


  

Por

Isis Alves

 



segunda-feira, 13 de maio de 2013

Ler sobre o documentário "O pilar que sustenta um continente", citado abaixo, me faz acreditar cada vez mais que estou no caminho certo, para que um dia eu possa ter a oportunidade de trabalhar ao lado de grandes mulheres como Graça Machel, Leymah Gbowee, Luisa Diogo, Nadine Gordimer, Sara Masasi.

Não vou me acomodar nunca, não vou deixar que a lideranças negativas continuem me oprimindo! 
Leiam a reportagem e se entusiasmem como eu.
Por Isis



Documentário   O pilar que sustenta um continenteDocumentário mostra a importância da liderança feminina nos países africanos
Por Redação da Revista Raça Brasil

Fonte: http://racabrasil.uol.com.br/

Conheça oito áreas de trabalho que passam por profundas mudanças

Não é só o trabalho doméstico, recentemente alvo de uma nova legislação no Brasil, que está em transformação.
Seja por motivos legais, econômicos ou tecnológicos, outras profissões também passam por mudanças significativas, que podem ocasionar desde mais ganhos para o trabalhador até novas exigências de qualificação ou adaptação a novos desafios.
A reportagem é publicada pela BBC Brasil, 01-05-2013.
Muitas mudanças são naturais, decorrente da evolução do mercado de trabalho no mundo inteiro e da busca de competitividade nas empresas; outras, são decorrentes das carências e transformações do Brasil.
Com a ajuda de especialistas, a BBC Brasil identificou oito profissões ou áreas de trabalho em acelerado processo de mutação, no Brasil e na América Latina:
Infraestrutura/tecnologia
Com o gargalo da infraestrutura brasileira em um "momento crítico", o Brasil tem um déficit de engenheiros e técnicos, muitos com qualificações bem específicas, diz Priscilla Tavares, pesquisadora da escola de economia da FGV-SP.
Segundo ela, em regiões do interior de São Paulo, onde há forte demanda por esse tipo de mão de obra, torneiros mecânicos podem chegar a ganhar o mesmo que engenheiros.
Especialistas dizem que essa demanda abrange também as áreas de eletrônica, mecatrônica, informática e telecomunicações.
"Todos os profissionais da área de rede (de telecomunicações) estão em transformação", diz João Nunes, diretor da consultoria em RH Michael Page, citando, por exemplo, o avanço da fibra ótica.
"O Brasil, bem como diversos países da América Latina, é deficiente em áreas de alta complexidade, criando uma forte demanda por esses profissionais. "Não há, por exemplo, conhecimento no país para fazer trens de alta velocidade, então a mão de obra e tecnologia têm de ser importadas", diz Nunes.
"Estamos evoluindo para um patamar de alto valor agregado, em que não basta construir uma estrada, mas sim uma estrada apta para o trânsito intenso, como no Porto de Santos."
Tecnologia da Informação
A área de TI, antes mais técnica do que funcional, hoje precisa interagir mais com outros departamentos da empresa, para entender e atender suas necessidades - algo que está mudando a forma como esses profissionais são recrutados, segundo João Nunes.
"Hoje esse profissional não é necessariamente um técnico em informática, mas um administrador que entende de tecnologia."
Nunes afirma que cresce também o investimento das empresas - sobretudo bancos, telecomunicações e setores de pesquisa e desenvolvimento - na área chamada de "Big Data", que consiste na análise de uma grande quantidade de dados para atender com mais rapidez as demandas da empresa e seus clientes.
"Para esses cargos, é necessário mais do que uma formação acadêmica", diz Nunes. "(As empresas buscam) pessoas que evoluíram em suas carreiras e têm conhecimentos técnico e de negócios."
Nunes agrega outra mudança vivenciada por essa área: a trabalhista. Com a incorporação de muitos funcionários de TI que antes trabalhavam de forma independente, como PJ (pessoa jurídica), as empresas estão tendo que investir mais para cobrir seus custos trabalhistas e para integrar esses funcionários aos demais.
Caminhoneiros
A Lei dos Caminhoneiros, em vigor desde março, determina que esses profissionais tenham 30 minutos de parada a cada quatro horas de direção, além de 11 horas seguidas de descanso diário. O objetivo da lei é coibir jornadas excessivas e prevenir acidentes nas estradas.
Isso pode trazer benefícios aos profissionais - como o aumento do adicional noturno - mas a medida pode ter efeitos "colaterais" problemáticos, na avaliação de Tavares, da FGV-SP.
Primeiro, diz a pesquisadora, há o perigo de que se aumente a informalidade em transportadoras menores, o que seria ruim para os trabalhadores. Outro desafio é que, em muitas estradas brasileiras, não há bolsões adequados onde os caminhoneiros possam descansar com segurança a cada quatro horas dirigidas.
Por fim, existe o impacto econômico da medida: em um país em que a maior parte do transporte é realizado pela malha rodoviária, transportadoras e empresas agrícolas se queixam de que a nova lei vai elevar em cerca de 14% os custos de frete, o que acabará sendo repassado ao consumidor ou ao preço de exportação.
Mas as mudanças legais são uma boa notícia para os trabalhadores, opina João Antonio Felício, secretário da CUT (Central Única dos Trabalhadores). "É inaceitável que um motorista dirija por 16 horas consecutivas, é um risco."
Prestação de serviços tradicionais
Algumas profissões de baixa remuneração, como as de pintor, encanador ou costureira, passam por uma mudança estrutural, opina Adriano Gomes, professor de administração da ESPM.
Com a adoção de tecnologias mais avançadas por parte de seus fornecedores (no caso de encanadores, empresas de tubos e conexões), muitos estão tendo que se capacitar e sair da informalidade para manter a clientela e os rendimentos.
"As empresas (fornecedoras de material de construção ou tintas, por exemplo) sabem que na ponta precisam de um profissional capacitado e estão fornecendo cursos para formá-los", diz Gomes.
"E esses profissionais também estão virando pequenos empreendedores, montando empresas ou pequenas franquias de prestação de serviços tradicionais. Hoje é mais fácil chamar um encanador de uma empresa prestadora de serviço do que um indicado pelo vizinho. Quem não se adaptar vai perder espaço."
Professores
Para Regina Madalozzo, professora do Insper, sua profissão está em constante transformação, por conta das mudanças sociais e tecnológicas de cada época. A atual geração, porém, traz desafios extras aos mestres.
"Hoje temos que lidar com alunos (conectados a) celulares, laptop e internet, que desde criança aprendem e pesquisam de outra maneira", diz Madalozzo.
Em uma aula de mestrado recente, recorda, os alunos checavam imediatamente online cada dado que ela citava, algo que aumenta a cobrança sobre o professor.
Ao mesmo tempo, outra mudança está em curso na área de exatas, sobretudo em escolas básicas brasileiras, explica Priscilla Tavares, da FGV-SP.
"Em exatas, há um apagão de professores", afirma. "Mulheres que antes ocupavam esses postos agora têm opções mais bem remuneradas no mercado de trabalho. E os salários de professores ficaram defasados em relação a carreiras que exigem o mesmo nível de educação."
Com isso, resta a muitas escolas optar por profissionais de pior formação ou contratar professores sem a formação adequada para determinada disciplina - por exemplo, um professor de matemática acaba fazendo as vezes de professor de química ou física.
Taxistas
A rotina desses profissionais também está mudando, sobretudo nas cidades-sede da Copa do Mundo e nas capitais em que já existem aplicativos de smartphones.
Os aplicativos colocam os consumidores em contato direto com o taxista que estiver mais próximo dele, substituindo a central telefônica. Sendo assim, muda a relação desse profissional com os dois lados da cadeia.
"Esse mesmo taxista já aceita cartão de crédito e oferece TV para seus passageiros. Não sabemos se essas tecnologias mudarão seu trabalho para melhor, mas certamente são algo novo", diz Adriano Gomes.
Comunicação/jornalismo
Queda em faturamento de jornais, encolhimento das redações, incerteza quanto a como obter receitas com a internet e como lidar com as novas tecnologias. O cenário é de mudanças radicais no setor.
"A informação mudou na forma como é produzida. As pessoas consomem mais informação, mas de pouca qualidade", opina Priscilla Tavares, da FGV-SP.
O mundo digital mudou também a rotina dos profissionais que atuam em comunicação empresarial, diz João Nunes, da Michael Page.
"Os departamentos de comunicação passaram a fazer atualização de Facebook e a cuidar da imagem da empresa nas redes sociais", afirma Nunes. "É uma área que ficou mais jovem. Quem tem menos aptidão acabou deixando o mercado."
Domésticas
Poucas profissões mudaram tanto no Brasil recente quanto a das domésticas, mesmo antes da mudança na legislação que igualou seus direitos aos dos demais profissionais.
"A PEC (proposta de emenda constitucional) acelerou o processo, mas a profissão já passava por mudanças e aumentos de salário acima da inflação", diz Regina Madalozzo, do Insper.
"Embora ainda tenhamos um número muito elevado de domésticas, muitas já não tinham a pretensão de se manter nesse ramo por muito tempo e trabalhavam para que seus filhos pudessem estudar e buscar outro emprego."
Agora, com a nova lei - que, em partes, ainda precisa ser regulamentada -, a tendência é que haja menos domésticas mensalistas, mas mais diaristas, com um ganho superior por hora trabalhada.
Por se tratar de um processo novo, seus desdobramentos positivos e negativos ainda estão por vir.
"Mas há vantagens para as domésticas, como o tratamento igualitário, o direito ao FGTS e a um horário fixo", diz Madalozzo, lembrando, porém, que a regulamentação adequada do governo é importante para estimular - em vez de inibir - a formalização desses profissionais. "Por enquanto, apenas 30% deles são registrados."

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/



segunda-feira, 6 de maio de 2013


Ensino de culturas negra e indígena precisa melhorar', diz especialista

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Especializada no estudo de relações étnico-raciais, a jornalista Rosiane Rodrigues diz que está lenta a aplicação da legislação federal que obriga a inclusão do ensino da história das culturas afro-brasileira e indígena no currículo das escolas. O tema é abordado no livro '"Nós" do Brasil', que ela lança amanhã, às 19h, no Cefet-Maracanã.
— Como a sra. avalia a aplicação dessas leis?
— Há muito que melhorar. Muitos professores não aplicam o conteúdo porque não têm acesso a livros sobre os temas. Além disso, profissionais mais capacitados não estão nas escolas, mas nas universidades fazendo pesquisas. Quem estuda a aplicação dessas leis defende que as secretarias de educação devem propor uma capacitação dos docentes a respeito da África e dos índios do Brasil.
— Qual o efeito disso na educação dos jovens?
— Há um contingente de crianças negras, judias, muçulmanas e ciganas que não se reconhecem nos livros didáticos. É muito sério quando um adolescente acha que o islamismo é sinônimo de terrorismo, ou quando ele acredita que quem frequenta terreiro de candomblé está com o demônio no corpo. Vemos um crescimento preocupante do radicalismo, do fundamentalismo religioso, do racismo. É importante mostrar que ser diferente não é ser desigual.
— Essa é a proposta do seu livro?
— Sim, busquei o material que vem sendo produzido por especialistas de ponta e o traduzi de forma lúdica, com músicas, mapas e gravuras para os jovens.




Fonte: http://www.geledes.org.br/


quarta-feira, 1 de maio de 2013



A cor da cultura brasileira

 

NEI LOPES

 


Ao longo da História do Brasil, o surgimento e o desenvolvimento de grandes nomes oriundos do povo negro foi, primeiro, dificultado pela escravidão, que negava a plena cidadania até mesmo aos pretos e pardos – ou seja, aos negros – livres ou libertos. Depois, com uma abolição desacompanhada de políticas educacionais e agrárias que possibilitassem ascensão social a esse segmento, seguida de uma política demográfica que visava o branqueamento da população, tornou-se ainda mais difícil a evolução almejada.


Apesar disso, aqui e ali, graças à filantropia ou outras influências, alguns nomes despontaram. Entretanto, a referência a origens africanas de grandes personalidades da vida nacional, sempre foi, no Brasil, um tabu, pois quase sempre era considerada ofensiva, pesando como uma difamação.

Essa ocultação das origens africanas de grandes vultos nacionais, associada à falta ou falsificação de suas iconografias, inclusive por fotografias retocadas, contribuiu lamentável e fatalmente para o desconhecimento sobre o peso real da contribuição de intelectuais, artistas e técnicos pretos e mulatos na formação da cultura brasileira ao longo dos anos. Assim, a verdadeira “cor” desta cultura foi muitas vezes mascarada.

Na maioria das publicações disponíveis – dissemos no texto introdutório de nossa Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana (São Paulo, Selo Negro, 2004, reeditada em 2011) – a condição de “negro” define, no Brasil, mais uma categoria social do que uma afirmação de identidade. Os “grandes homens”, nessas publicações, quando afrodescendentes e pobres, são mencionados apenas como “nascidos em lar humilde” e não em sua dimensão étnica.

Paralelamente a isso, a mitificação da mestiçagem brasileira mascarou, ao longo dos anos, a verdadeira face de muitos desses grandes homens, mencionados como “mestiços geniais”, quando sua aparência física denunciava eloquentemente a predominância de sangue africano em sua composição biológica.

Embora rechaçada pelo pensamento conservador contemporâneo, a determinação numérica da presença de descendentes de africanos no Brasil é uma questão de Estado.  Na luta por melhores condições sociais, numa sociedade em que os pretos e pardos (negros) são sempre maioria nas camadas mais baixas, é plenamente justificável a afirmação da identidade dos descendentes de africanos. E isto da mesma forma que se justifica a existência dos milhares de associações étnicas nacionais que aglutinam, legitimamente, milhares de imigrantes e descendentes, de origem europeia e asiática, por todas as grandes cidades brasileiras.

Do ponto de vista psicológico, dar visibilidade às realizações da inteligência e do talento dos afro-brasileiros é um reforço à autoestima de toda uma enorme população. Os exemplos históricos e contemporâneos – bem além dos notórios Aleijadinho, André Rebouças, Cruz e Souza, Lima Barreto, Luiz Gama, Machado de Assis, Padre José Maurício, etc. – estão à mão.
Artistas da palavra, mágicos das cores, escultores de sons, donos e donas do corpo, cientistas e humanistas, lideres e comandantes e lideres eis aqui alguns deles, em rápida e breve listagem:

Abdias do Nascimento (1914 - 2011), político, artista, escritor e líder panafricanista de renome internacional; Anacleto de Medeiros (1866-1907) maestro, compositor; Antenor Nascentes (1886 - 1972), filólogo e dicionarista; Antônio Rebouças (1839-1874), mestre da engenharia ferroviária; Assis Republicano (1897-1960), maestro, autor da orquestração do Hino Nacional; Basílio da Gama (1741-1795), poeta; Benjamin de Oliveira (1872-1954) ator e dramaturgo pioneiro; Caetano Lopes de Moura (1780-1860), médico de Napoleão Bonaparte; Carlos Gomes (1836-1896), autor da ópera “O Guarani”; Crispim do Amaral (1858-1911), cenógrafo da Comédie Française; Dom José Maria Pires (1928 -), cardeal arcebispo; Dom Lucas Moreira Neves (1925 - 2002), cardeal primaz do Brasil; Edison Carneiro (1912-1972), etnólogo pioneiro; Evaristo de Morais (1871-1939), um de nossos maiores advogados; Felipe Alberto (1824-1887), educador pioneiro; Francisco Braga (1868-1945), maestro, autor da melodia do “Hino à Bandeira”; General Glicério (1846 – 1916) militar e político; Gonçalves Dias (1823-1864), poeta indigenista; Goya Lopes (c. 1960 -) designer têxtil; Guerreiro Ramos (1915-1981), fundador da sociologia brasileira; Hemetério José dos Santos (1858 – 1939); filólogo e gramático, catedrático dos colégios Pedro II e Militar; Henrique Alves de Mesquita (1836-1906), compositor erudito; J. C. Soares de Meireles (1797-1868), fundador da Academia Imperial de Medicina; João Cândido (1880-1911); herói militar, líder da Revolta da Chibata; João da Veiga Murici (1806-1890), filólogo; Joaquim Barbosa Gomes, (1954 -), magistrado, ministro do STF; Joaquina Lapinha (séc. XIX), cantora lírica; Joel Rufino dos Santos (1941 -), historiador e escritor; Johnny Alf (1929 - 2010), pianista e cantor, pioneiro da bossa-nova; José Teófilo de Jesus (1758-1847), pintor sacro; Juliano Moreira (1873-1933), fundador da psiquiatria brasileira; Júlio César Ribeiro de Souza (1843-1887), pioneiro da aviação, inventor de aeróstatos; Manuel Friandes (1823-1904), arquiteto; Manuel Vitorino (1854-1903), governador da Bahia e vice-presidente da República; Mestre Valentim (1750-1813), escultor; Milton Santos (1926 - 2001), geógrafo; Natividade Saldanha (1796-1830), poeta; Nilo Peçanha (1867 - 1927), presidente da República; Paula Brito (1809-1861), editor, escritor e jornalista; Paulo Silva (1892-1967), maestro, professor da Escola Nacional de Música; Pixinguinha (1897-1973) , arranjador e instrumentista; Pompílio da Hora (1915 -), jurista e latinista; Rodrigues Alves (1848-1918), presidente da República; Santa Rosa (1909-1956), pintor, ilustrador e cenógrafo; Sebastião José de Oliveira (1918 - 2005), entomologista; Teodoro Sampaio (1855-1937), cientista multidisciplinar; Timóteo da Costa (1879-1932), pintor ; Tito Lívio de Castro (1864-1890); médico e escritor científico ; Tobias Barreto (1839-1889), filósofo; Visconde de Jequitinhonha (1794 – 1870), presidente do banco do Brasil, co-fundador da Ordem dos Advogados ; Walter Firmo (1937-), fotógrafo de renome internacional etc.

A todos eles, e aos muitos aqui não mencionados, nosso respeito, nossa gratidão. E nossos votos de que, com um novo foco sobre suas vidas e obras, a efetiva cor da cultura brasileira (com o amálgama de todas as tintas) seja, um dia, afinal reconhecida e admirada.  Aproveitamos para recomendar a visita a alguns dos nossos   “heróis” no site d’A Cor da Cultura (www.acordacultura.org.br), projeto de valorização da cultura e história afro-brasileira e africana e que apoia a implementação da Lei 10639/03, através da formação de educadores para uso do kit pedagógico composto por materiais impressos, lúdicos e audiovisuais. A Cor da Cultura é fruto de parceria entre o Canal Futura, Petrobras, Mec, Seppir, Cidan, Tv Globo e Fundação Cultural Palmares e atua desde 2004 em mais de 65 munícipios brasileiros.

 Fonte: http://www.acordacultura.org.br/artigo-15-01-2013