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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Bom dia, gostaria de compartilhar a enquete que achei na Zero Hora:

Tema para debate: a idade e a sabedoria

Antônio Mesquita Galvão*

No passado, idade era sinônimo de experiência e sabedoria. Os sábios e os filósofos, por exemplo, são sempre retratados como homens idosos, de cabelos e barbas brancas, passo lento e voz pausada. Por isso eram respeitados e venerados como paradigmas da sociedade. Cabelo branco era sinônimo de distinção.

Idade sempre foi sinônimo de experiência, o que levou o personagem Martin Fierro a afirmar que "o diabo sabe mais por ser velho do que por ser diabo".

Você concorda com a tese de que os jovens da era digital têm pouco respeito pelos velhos?
Hoje isto se inverteu. Neste início de século 21 por dominarem as tecnologias da informática, da web, dos computadores e dos celulares de última geração, crianças, adolescentes e jovens se converteram na figura arrogante, e nem sempre simpática, do "sabe tudo". Há tempos li uma cronista falar em "anões intelectuais", referindo-se a esses sabichões mirins que gostam de exibir domínio, e que numa reunião com os adultos costumam falar alto e polarizar o assunto para demonstrar sua sapiência.

O fato é que a maioria dos jovens hoje tem pouco respeito pelos velhos (e sua sabedoria), ridicularizando-os. Não sabem eles que, se sobreviverem, um dia serão idosos com todas as limitações que a idade impõe. Em consequência desse confronto, muitos idosos desprezam os jovens, afirmando que eles são superficiais e não sabem nada de consistente.

A idade, segundo os idosos, é algo irrelevante segundo algumas profecias autorrealizáveis, que mostram pessoas de sessenta ou oitenta anos com excepcionais condições de vida com qualidade. Niemeyer, com mais de cem anos está aí para confirmar essas assertivas. Muitas empresas modernas preferem aposentados para qualificar seus quadros de executivos empreendedores.

De outro lado, alguns jovens de dezoito, vinte ou trinta anos revelam perfis desestruturados e pouco amadurecidos, adultos ainda presos à saia da mãe, à carteira do pai ou à mesada da esposa. Esses foram "castrados" pelos pais, impedidos de crescer, gerando uma falsa acomodação de quem, em muitos casos não sabe aonde ir.

Apesar de as leis nacionais decretarem que após os sessenta anos as pessoas são idosas (Estatuto do Idoso) na prática, a despeito das limitações de alguns, a grande maioria se revela ativa, interessada e operadora. Não se pode generalizar. Existem sessentões que sofrem com a saúde e a inatividade, mas outros, a maioria quem sabe, estão aí para demonstrar que a vida não está no físico, mas naquilo que a cabeça elabora. O ser humano envelhece quando perde os referenciais da esperança, do entusiasmo e dos ideais.

No passado, depois do 40 anos, um indivíduo era considerado velho; hoje, aos 70, faz coisas que até Deus duvida.

* Filósofo e escritor 

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2012/04/tema-para-debate-a-idade-e-a-sabedoria-3726745.html





Eis a minha opinião:
Concordo, e realmente a criação ainda é a base de tudo, onde os pais não respeitam seus parentes mais velhos e hoje em dia, os pais não respeitam nem os professores, porque as crianças e jovens vão fazer? Estas “pessoas” seguem suas vidas sem dar valor algum para pessoas de mais idade, e sabe-se lá quando vão aprender que agem e pensam incorretamente e que talvez seus filhos os esqueçam, quando menos esperar.  Exemplos atuais, os jovens andam na rua ou calçadas em grupo e não concedem espaço, forçando os carros e pedestres a desviar para não haver colisões. Na faculdade os pais que correm nos 45minutos do segundo tempo, para conseguir comprovante de matrícula para ser apresentado no estágio e acabam brigando nos setores aos invés do filho ter verificado e se planejado. Atualmente parece que educar os filhos, com virtudes e consciência, já não é mais importante, o que importa é como ganhar dinheiro, como se relacionar com gente influente, e andar na moda.
Por Isis Alves




quarta-feira, 18 de abril de 2012

Em defesa da Lei 10.639


Maria Aparecida Silva Bento

Trocar um trabalho tranquilo e garantido como chefe de Departamento de Recursos Humanos na antiga Companhia Energética de São Paulo (CESP), pela difícil tarefa de discutir a questão racial no mercado de trabalho e na educação, fez de Maria Aparecida Silva Bento – doutora em Psicologia pela USP e professora visitante da Universidade do Texas – uma das principais referências no assunto no Brasil. Fundadora do Centro de Estudos das Relações do Trabalho e das Desigualdades (CEERT), organização responsável em colocar sindicatos, governo e empresas privadas, como o setor bancário, na discussão sobre a discriminação racial no mercado de trabalho, também é de sua ONG as principais ações relacionadas ao incentivo da aplicação da lei 10.639-03, que institui a obrigatoriedade do ensino da historia da África e de seus descendentes nas escolas, ações descritas com exclusividade nessa entrevista para a RAÇA BRASIL.
O Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) começou suas atividades há mais de 20 anos com ações direcionadas ao mundo do trabalho e das desigualdades. Por que, hoje, sua atuação está mais relacionada à educação?
Nossa primeira experiência de impacto foi com a prefeitura de Belo Horizonte, no ano de 1995. Inicialmente na área do trabalho, depois saúde e educação. Fomos aprofundando cada vez mais e, a partir deste movimento, foi que percebemos alguns problemas gravíssimos com a identidade racial das crianças. Pudemos perceber que as crianças negras tinham desconforto com o seu cabelo e a sua cor de pele, coisas bastante complicadas. Cada vez mais, começamos a estudar esse problema e produzir material para isso.
Quais os avanços e o que a senhora percebe no ambiente escolar nesses quase 10 anos da aprovação da lei 10.639, que obriga o ensino da África e seus descendentes na escola?

A lei é uma das maiores conquistas do movimento social e do povo brasileiro. Quando você tem uma lei, as condições de monitoramento e gestão obrigam o setor público e privado a dar respostas, por isso essa lei, sem dúvida, é uma das grandes conquistas que nós tivemos.
O que a senhora acha que poderia melhorar na implementação da lei 10.639?
Muita coisa, mas, se fosse pontuar, começaria pelo território das editoras. Gostaria muito que as edições tivessem mais negros produzindo sobre negros, mas, sem dúvida, cresceu muito o número desses livros nas escolas.
Em que nível escolar a senhora acredita que a lei deva ser mais incisiva?

Em todos, mas acho que uma das fases que se encontram muitas lacunas é no ensino fundamental, posso te dar uma exemplo: no ano passado participamos de uma audiência no MEC com empresários do setor de brinquedos que, a partir da nossa argumentação, se surpreenderam quando afirmamos que queríamos o MEC comprando brinquedos para as crianças de 0 a 6 anos de vida, mas que considerasse as bonecas negras, brinquedos com característica ou mesmo a origem africana. Tem muito brinquedo racista!
Esse recorte não era feito pelos empresários do setor?
Não, porque eles entendiam que isso não era importante, ninguém compra uma boneca negra. Então, por que eles vão fabricar esses brinquedos? Eles argumentavam o porquê de fabricar algo para crianças de cultura africana, o que é isso?
Existe também uma dificuldade para a implementação da lei, que é a resistência de parcela dos educadores, pelas mais diversas razões. Como vencer esse obstáculo?
Sim! Há muita dificuldade nessa área, por isso envolver e ganhar professor é de suma importância para o trabalho. Por outro lado, quando temos a lei conosco, podemos também entrar com uma ação contra um empregador desse professor. Se existe uma legislação referente ao tema no Brasil, a lei tem que ser cumprida, é um assunto delicado, mas contamos com argumentos que são incontestáveis. Quer um exemplo? Os professores no Brasil nunca tiveram problemas em trazer a cultura europeia. Parece que o ensino da cultura europeia em nosso país era obrigatório. O negro e o indígena fazem parte da formação do povo brasileiro com a sua contribuição e história, que nunca eram contadas de forma respeitosa e verdadeira no nosso currículo escolar. Nós do CEERT temos visto como um passo bastante positivo usar da legislação para cobrar o poder público.
Em entrevista à RAÇA BRASIL, a professora Petronilia – autora do parecer do Conselho Nacional de Educação favorável à lei – declarou que a participação da família, exigindo que se cumpra a lei, é fundamental para o sucesso da mesma…
O lugar da família nessa questão é compreender a importância que tem para a criança ouvir histórias sobre negro na escola, ler livros sobre quem tem família com experiências negras se ver contemplado no ambiente escolar. Entender a comunicação que a escola faz, as brincadeiras com os brinquedos que a escola tem. Os recursos hoje para comprar estão indo direto para as escolas, os pais têm que acompanhar através de reuniões se esse dinheiro está sendo bem gasto, se os professores estão informados sobre este sistema. Não admitir que a escola só conte histórias de Branca de Neve, nós também temos princesas negras, então, são os pais que têm que desenvolver esse papel e cobrar da política do MEC e interferir nos livros que o órgão manda para a escola, afinal, é com o dinheiro dos nossos impostos que isso é feito, não podemos patrocinar políticas que nos discriminem, principalmente, em um dos nossos alicerces de formação, que é a escola.

” A LEI É UMA DAS MAIORES CONQUISTAS DO MOVIMENTO SOCIAL E DO POVO BRASILEIRO. QUANDO VOCÊ TEM UMA LEI, AS CONDIÇÕES DE MONITORAMENTO E GESTÃO OBRIGAM O SETOR PÚBLICO E PRIVADO A DAR RESPOSTA ”

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Fonte: http://racabrasil.uol.com.br/cultura-gente/164/em-defesa-da-lei-10639-251448-1.asp

COTAS PARA NEGROS

  

Parecer afirma que intenção é buscar a “igualdade de oportunidades”

O governo do Estado manterá as cotas raciais em concursos públicos estaduais. O Chefe do Executivo, Tarso Genro, assina a manutenção do processo, embasado no parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), nesta terça-feira, 20, às 14h30, no Salão Alberto Pasqualini.
O parecer destaca que “a política de cota tem, dentre outras finalidades, a busca de igualdade de oportunidades e da efetivação do princípio da igualdade material. O procurador-geral do Estado, Carlos Henrique Kaipper, afirma que “a implementação de políticas de cotas encontra amparo tanto constitucional quanto legal e se constitui em instrumento legítimo na busca da eliminação das discriminações e da redução das desigualdades de recorte racial”.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da PGE, Carlos Cesar D”Elia, esclarece que o parecer vem dar efetividade àquele princípio constitucional, bem como reforçar as leis já existentes, Lei Federal 12.288/2010 e Lei Estadual 13.694/2011.
Ainda conforme o texto, “a política de cotas para reserva de vagas de acesso aos cargos públicos da Administração Estadual, para que o respeito ao princípio da proporcionalidade seja preservado, deve fixar percentual proporcional à composição étnico-racial da população, conforme os percentuais verificados pelos Censos ou outros dados estatísticos cientificamente embasados e demonstrados, podendo assim variar conforme a proporcionalidade das cotas no serviço público em relação à composição racial da população e conforme os patamares de igualdade forem sendo consolidados”.


Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul


http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/educacao/cotas-para-negros/13452-rs-governo-assina-dia-20-03-manutencao-das-cotas-raciais-em-concursos-estaduais

ONU presta homenagem a vítimas de escravatura


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Sessão especial homenageia 28 milhões de africanos vendidos, na maioria dos casos, para colónias das Américas do Norte e Sul e do Caribe.
Os países-membros da Assembleia Geral da ONU fazem, nesta segunda-feira (26), uma sessão especial para recordar as vítimas da escravatura.
O evento assinala o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Tráfico Transatlântico de Escravos, ocorrido neste domingo, 25 de março.
Colônias
De acordo com as Nações Unidas, este crime afetou mais de 28 milhões de africanos. A maioria era vendida para as colónias da América do Norte, do Caribe e da América do Sul.
Um dos objetivos da data é manter viva a lembrança da escravatura e evitar práticas de racismo, xenofobia e intolerância.
Em entrevista à repórter Dianne Penn, em Salvador, o monitor do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, André Luís Bispo de Jesus, convidou todos a conhecer a história dos povos africanos no país.
"Venha ver o que nós temos desse legado, dessa realeza Africana aqui no Brasil. Somos povos que ainda existimos com as mesmas lutas, com os mesmos pensamentos. Somos pessoas livres, capazes de pensar e agir."
Tragédia
Em mensagem, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, classificou o tráfico de escravos de tragédia por causa "da barbárie e da natureza sistemática e organizada".
Neste evento organizado pela ONU, a homenagem é estendida também aos homens e mulheres que combateram este crime no passado e que continuam a lutar contra as formas modernas de escravatura.
O Dia Internacional que foi estabelecido em 2007, apresenta neste ano o tema "Honrar os Heróis, Os que Resistiram e os Sobreviventes".
Para lembrar os milhões de vítimas da escravatura, a ONU decidiu construir um memorial permanente na sua sede em Nova Iorque.



 http://www.geledes.org.br/esquecer-jamais/179-esquecer-jamais/13534-onu-presta-homenagem-a-vitimas-de-escravatura

 

 

 Adoro descobrir e navegar em sites, que nos dão cada vez mais esperança, que com trabalho, empenho e curiosidade podemos expandir nosso conhecimento e multiplicar. Conhecer livros que ainda não são tão divulgados mas são de extrema importância para sociabilização dentro das questões sociais. Atualização para o bem!
Aproveitem e conhecem o site abaixo:

http://www.ceert.org.br/
O CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, fundado em 1990, é uma organização não-governamental, apartidária e sem fins lucrativos.