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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Uma singela homenagem....




Salve Adão Alves de Oliveira, para sempre REI LELÉ! 

com a colaboração de Jeanice Dias Ramos, jornalista

O Rio Grande do Sul perdeu uma estrela  da Cultura Popular. Adão Alves de Oliveira – Seu Lelé – partiu na madrugada do dia 17 de julho deixando órfão o mundo do Carnaval de Porto Alegre .
Ainda menino, na década de 30, conheceu o Carnaval de Porto Alegre, que  era realizado em cinemas – como o antigo Capitólio, onde se apresentavam os blocos carnavalescos. Em 1931 assistiu a um concurso do qual participavam, entre tantos outros, Passa Fome, Tesouras, Tigre, Tesourada, Borboleta e Chora na Esquina. Ficou encantado!
Seria na década de 40 que seu Lelé entraria definitivamente para a história do Carnaval. Em uma tarde monótona de fevereiro de 1949, enquanto conversava com amigos numa esquina do Areal da Baronesa teria comentado a intenção de criar um personagem, que deveria ser alguém muito simpático e que conquistasse a todos, principalmente os comerciantes, visto que a intenção, também, era de beber de graça.
Adão Oliveira nos anos 1940
 
Foi preparada uma fantasia meio improvisada, com uma coroa de papelão. E o grupo saiu pelas ruas. Lelé acabou sendo aclamado o Rei Momo do Carnaval do Areal da Baronesa, um dos mais fortes da cidade. E, mais tarde, o Primeiro Rei Momo Negro de Porto Alegre. (1)

Seu Lelé teve também experiência no futebol de campo, nos times Força e Luz e Nacional. Trabalhou como contínuo em diferentes bancos e na Livraria do Globo. O registro oficial de sua idade marca 88 anos, mas acredita-se que tenha sido registrado já com alguns anos.
Ele tinha o porte e a atitude de um rei que a gente sonha que algum dia existiu na nossa Terra Mãe Africa. A fala calma, no olhar o brilho da juventude eterna. Bom contador de histórias, não havia quem não ficasse envolvido por suas narrativas de outros carnavais.
 

A coroa de papelão, pintada de dourado ficou para sempre impressa na memória coletiva do povo do Areal da Baronesa. 
Lelé com seu porte altivo e seu olhar de menino representou uma vitória do carnaval de rua, realmente protagonizado pelos negros no século passado. 
Agora, tal como desse Carnaval autêntico que acontecia por aqui, espaço de afirmação e preservação de nossa Cultura, ficou a imensa saudade do Seu Adão, nosso eterno Rei Lelé.
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1)Matéria do DiarioGaucho publicada em agosto de 2000
No dia do casamento com Dona Eni
 a companheira de toda vida
 


quarta-feira, 10 de julho de 2013



É manhã, sol lindo aqui fora, agradeço a Deus, a Jesus, fecho os olhos e cinto o calor do meu rosto. Problemas tenho, mas neste momento, onde observo as roupas nos varais balançando com o vento, a grama verde, as galinhas do vizinho cacarejando, cachorro latindo, tenho um teto, família, que me interessa os problemas.
Estou em busca e estou encontrando, trabalhos voluntários valem a pena quando feitos com vontade e com o coração. Pesquisas afro, cada vez que envolvo com NEABI, converso com outros ativistas, pesquisadores, simpatizantes pela causa, fico mais feliz e com certeza que estou no caminho certo.
As conquistas já são muitas e quero contribuir para aumentar mais e mais.
Dias 24 a 26/07, vou participar do meu primeiro Congresso de Pesquisadores Negros em Pelotas- RS, estou super ansiosa. Acredito que terei mais experiências, mais conhecimento, mais aprendizado.
Minha causa se apresenta cada vez mais voltada na área da educação em razão da Lei 10.639, a qual é quase ignorada na rede escolar púbica e privada, salvo em alguns casos onde os trabalhos são elaborados em atividades extras curriculares.
Estou tentando organizar meu tempo e minhas leituras, junto com o curso de Serviço Social, admiro num crescente meus professores, pois conseguem otimizar o trabalho com o amor pela profissão.
O Assistente Social realmente tem um poder de intervir na sociedade, é só não deixar de associar, teoria, prática em campo e paixão pelo agir, não ignorando a rede de parcerias corretas.
Quanto ao Brasil, espero que não pare tão cedo de se indignar com a política capitalista, que sempre se tenha uma escuta sensível e pensamentos reflexivos.


Divulgo o link do Congresso de Pesquisadores(as) Negros(as) da Região Sul: I COPENE SUL http://social.ucpel.tche.br/copenesul/