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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O nome dos bois



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O nome dos bois¹

Tania Pacheco
“Já que os africanos assim falavam,
Isso me compraz!”²
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Uma fazenda de engorda foi a finalidade que a família Breves deu a parte do território da Marambaia, no século XIX. Só que o “gado”, por mais debilitado que estivesse ao chegar, andava sobre dois pés. Um “gado” negro, caçado na África, parcialmente exterminado nos porões infectos dos navios usados na travessia, que precisava ser “forrado” para ser vendido. Alguns permaneceriam, entretanto, trabalhando nas terras da família. É de seus descendentes que falamos, quando tratamos da luta dos remanescentes do Quilombo da Marambaia.
Mas é também deles que falam outros. Outros que têm espaço assegurado na grande imprensa e se dedicam, impiedosamente, a torcer a verdade e a apresentar não só as famílias da Marambaia como outras – de São Francisco de Paraguaçu, de Juína, do Vale do Guaporé e muitas mais – como mentirosos e usurpadores. “Nem a escravidão criou tanto quilombo”, titula um; “A usurpação e a deturpação se tornam a nova regra. A serviço de quem?”, escreve outro, e ainda: “O Brasil deve ter consciência de que para crescer, distribuir riquezas e preservar as liberdades é necessário impedir que esse processo de relativização da propriedade privada ganhe a figura de um fantasma que passe a orientar a vida de todos. E ele está se tornando perigosamente concreto!”
Sabemos que os falsos profetas dessa orquestração hipócrita não falam em nome próprio. São novos Pero Vaz de Caminha, defendendo os interesses dos reis da ocasião. Em vez da pena e do pergaminho, empregam pseudo-noticiosos de tevês, páginas de jornais e revistas, modernos sites na internet. Porta-vozes inequívocos do capital, defendem um modelo de desenvolvimento que, para se manter, perdeu há muito humanidade e escrúpulos. Para os que praticam a “ética do mercado”, quilombolas, povos indígenas e outros que estejam em seu caminho na guerra pelo território, não importa que uso queiram dar a ele, têm (bem) menos valor que gado. São sub-raças, cidadãos de segunda classe, ignorantes sem valor no caminho do progresso.
Pior: grande parte da chamada classe média, os neurônios comprimidos entre a novela das sete e a das nove, se deixa levar pela falácia. Se comove com os laboratórios da Aracruz destruídos, os eucaliptos abatidos, as plantações de soja invadidas; se indigna contra as marchas impedindo a construção de mais uma barragem ou exigindo terra para viver e plantar; se revolta contra a “favelização que fatalmente ocorreria” se todos os “maracanãs” da Marambaia fossem entregues aos “usurpadores”.
Os bois a que me referi acima não são absolutamente os que foram (e ainda são, em muitos lugares) tratados como gado. São, sim, bois gordos que se consideram exemplares de raça pura, alimentados com uma ração que mistura ganância e preconceito. Esses são os ingredientes que tornaram e tornam ainda “naturais” práticas como o genocídio de povos indígenas, a espoliação de populações tradicionais, a invisibilização de quilombolas, a marginalização dos negros nas cidades, o tratamento de populações vulnerabilizadas, enfim, como não-cidadãos. E isso tudo tem um nome: Racismo Ambiental.
Para infelicidade deles, a casa grande não engoliu a senzala e, agora, teme ser engolida por ela, na medida em que se vê confrontada com uma reação orgânica a seus privilégios e desmandos. Pela primeira vez, Zumbi não está sozinho, assim como não estão sozinhos os Tremembé, os Jenipapo-Kanindé, os Enawene Nawe, as quebradeiras de coco babaçu, os geraiszeiros, os caiçaras, os ribeirinhos e tantos outros que, Brasil afora, são os verdadeiros defensores do nosso território e da nossa natureza.
O caso da Marambaia não é gratuitamente emblemático. Primeiro, na medida em que, lado a lado com a ARQIMAR e a indiscutível liderança de Vânia Guerra, estão ONGs, acadêmicos, movimentos sociais, defendendo seus direitos em campanhas, em mobilizações e junto ao próprio Poder Judiciário. Um poder, aliás, em conflito consigo mesmo, nas idas e vindas da Justiça, praticada por uns, e da subserviência, aplicada por outros. Segundo, pela situação talvez única em que a proposta é de convivência e apoio mútuo, entre remanescentes do Quilombo e a Marinha, para a preservação da vida e da ilha.
Há uns quatro anos, Roberto Bissio escreveu no Observatório da Cidadania um editorial com título para mim inesquecível: “Vergonha!”. Era um brado contra as discriminações e injustiças que nos cercam e que não podemos continuar a tolerar. A bela revista editada pela Fase sobre a Marambaia tem nome igualmente forte: “Existimos”. Mas, ao contrário do de Bissio, esse é um brado de esperança e de desafio. Esperança de que os direitos e a cidadania sejam reconhecidos pela Justiça e por toda a sociedade, e que possam viver em paz em sua ilha, pescando, plantando, dançando em torno das fogueiras na praia. Desafio pautado nos mais de 100 anos durante os quais, ao mesmo tempo em que preservaram a Marambaia, conseguiram manter acesa dentro de si a chama da luta. Uma luta que não é só deles, mas de todos os que de fato defendem a justiça e a democracia.

[1] Publicado por Justiça Global – http://www.global.org.br/principal.asp?id_menu=&id_noticia=146 -. Dezembro de 2007.
[2] Trecho de poema de Vânia Guerra, publicado na revista “Existimos”.






No Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição, celebrado hoje (23), a Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, pediu que todos os países protejam seus cidadãos contra o racismo e o trabalho forçado.
A data homenageia o levante ocorrido nos dias 22 e 23 de agosto de 1791, quando escravos em Santo Domingo (atual Haiti) realizaram uma insurreição que resultou na Revolução Haitiana e ajudou a promover a causa dos direitos humanos em outras partes do mundo.
“As longas séries de levantes por escravos na busca por liberdade são as fontes para reflexão e ação para a proteção dos direitos humanos e o moderno combate contra as formas de servidão”, disse Bokova.A UNESCO na rede tem atuado de maneira intensa para entender e pesquisar o comércio de escravos mundial. Desde o estabelecimento do projeto “Rota dos Escravos”, em 1994, a agência tem trabalhado para quebrar o silêncio sobre o tráfico de pessoas e os regimes de servidão.
Na imagem, o Mapa Mundial do Comércio de Escravos desenvolvido com apoio da UNESCO — orignal em http://bit.ly/Pfdpgo. Detalhes em http://bit.ly/NjAums.

Fonte:  http://racismoambiental.net.br


Hebreu Israelita

Despertanto a Nação Eleita de Yah




MAPA DA ROTA DO TRÁFICO DE ESCRAVOS 005

MAPA DA ROTA DO TRÁFICO DE ESCRAVOS 004

MAPA DA ROTA DO TRÁFICO DE ESCRAVOS 003

MAPA DA ROTA DO TRÁFICO DE ESCRAVOS 002

MAPA DA ROTA DO TRÁFICO DE ESCRAVOS 006




História Escravidão Africana no Continente Americano



Como Portugal, outras nações, como a Inglaterra que também colonizou o Novo Mundo e fez uso da mão-de-obra escrava, também enfrentaram diversos problemas. Quando começou a escassear a força do trabalho indígena por causa da política de extermínio e da fuga dos indígenas, os colonizadores europeus passaram a encarar duas opções: a mão-de-obra européia ou a africana.
Por que, de modo geral, os colonizadores europeus optaram pela escravidão dos africanos?
Engajados nesse lucrativo negócio chamado América, os estados europeus permitiam monopólios comerciais, assim os traficantes brasileiros, portugueses, espanhóis, ingleses, franceses e holandeses se utilizaram do comércio de escravos africanos para solucionar o problema da mão-de-obra nas colônias americanas. Esse contato com a  escravidão africana não era novidade para os portugueses que, desde 1441, capturavam negros na costa atlântica da África. Entre os séculos XVI e XIX, de 10 a 12 milhões de africanos foram transferidos, na condição de escravos, para o continente americano.
A costa atlântica africana, entre o Senegal e Angola, concentrou as principais regiões de origem dos escravos. Até o ano de 1600, cerca de 900 mil escravos desembarcaram nas Américas.
No século seguinte, cresceu o pedido europeu por açúcar. Holandeses, franceses e ingleses competiam pelo mercado. Em 1700, mais de 2.750.000 africanos haviam deixado o seu continente.
Do ponto de vista numérico, o tráfico alcançou seu auge entre o final do século XVIII e meados do século XIX. As culturas exportadoras de algodão nos Estados Unidos, cana-de-açúcar no Caribe e café no Brasil foram responsáveis pelo aumento do comércio escravista. Entre 1810 e 1820, calcula-se que a população africana tenha atingido quase 3 milhões no Caribe, cerca de 2,5 milhões no Brasil e 2 milhões a 2,5 milhões nos Estados Unidos.
Os escravos eram obtidos com a captura feita pelos povos africanos por meio de guerras entre os reinos, estes que eram vendidos a comerciantes até o século XVIII, quase exclusivamente portugueses, seguidos de holandeses, franceses e ingleses, além de colonos baianos e fluminenses. O comércio era feito por meio da troca de mercadorias nas parcerias firmadas entre comerciantes e líderes africanos. Os principais produtos de troca eram: aguardente, tabaco,
tecidos, os quais eram considerados pelos guerreiros africanos como bens de prestígio social, mas eram comercializados também em menor quantidade alimentos, armas e munições.
Vindos de diversas regiões, sobretudo da Guiné, Angola, Congo e Moçambique, eram deixados em cativeiros na própria África, até a chegada do comerciante europeu para serem transportados.
Uma vez embarcados nos navios negreiros, conhecidos como tumbeiros, os novos escravos eram tratados com violência. Nus e mal alimentados, eram castigados e expostos a todos os tipos de doenças e humilhações desde o cativeiro no continente africano.
Finalizada a travessia marítima (verdadeiro martírio que poderia estender-se de 33 a 165 dias) e uma vez em terra firme, o escravo era exposto em armazéns onde funcionavam os mercados de “escravos novos” e então comercializados e distribuídos para as diversas regiões da América. O mapa 1 mostra como era feito o trajeto do lucrativo comércio de escravos negros entre a América e África.
Texto 4
À medida que se aproximava o final do século, os negros começaram a chegar em grande número às colônias do sul. O clima e a fertilidade do sol tornaram possível a produção agrícola comercial em grande escala: tabaco na Virgínia e na Carolina do Norte, índigo e arroz na Carolina do Sul e Geórgia. A mão-de-obra branca podia dar conta do trabalho, mas nenhum homem livre queria fazê-lo. Servos contratados eram obrigados a trabalhar apenas por um tempo limitado, e alguns fugiam para a fronteira antes mesmo de terminar o contrato. Os plantadores voltaram-se inevitavelmente para o trabalho forçado, barato, totalmente controlado e cativo a vida toda. Na África encontraram o que queriam. No começo do século XVII – e por mais 150 anos -, a escravidão negra foi fundamento sobre o qual os fazendeiros do sul e os mercadores do norte construíram sua riqueza.
Texto 5
O sistema escravista, caracterizado pela opressão e pela exploração sobremodo selvagens, transformou os escravos em vítimas. Mas, os seres humanos vitimados não se conformaram com tal situação; lutaram para tornar a vida tolerável e para vivê-la com o máximo possível de alegria. De certa maneira, até os senhores mais rígidos os ajudaram. A lógica da escravidão requeria que os senhores enfraquecessem o espírito de seus escravos e os transformassem numa extensão de sua própria vontade: objetos que não pensam e não sentem; mas os escravos resistiram à desumanização, e por isso os senhores se viram forçados a fazer certas concessões para conseguirem o trabalho que desejavam.
Texto 6
O Brasil não se limitou a recolher da África a lama de gente negra que lhe fecundou os canaviais e os cafezais; que lhe amaciou a terra seca; que lhe completou a riqueza da manchas de massapé. Vieram-lhe da África “donas de casa” para seus colonos sem mulher branca; técnicos para as minas; artífices em ferro; negros entendidos na criação de gado e na indústria pastoril; comerciantes de panos e sabão.
Dicas de Atividade:
A partir da leitura do mapa 1 e dos textos 4, 5 e 6, escreva uma narrativa histórica sobre o destino dado aos escravos e as atividades econômicas predominantes nessas regiões.




O Samba que mora em mim



“O SAMBA QUE MORA EM MIM” toca além da quadra e é composto com notas pessoais.
É um samba de olhar. Dá para sentir o tato da mão.

É o samba como jeito de dormir, de acordar, de procriar, de se agasalhar, de se alimentar, 
de criar filho, de se entender na vida. O samba como jeito de ser.
É um samba que mora andando, andando…. Mora no sapato.
No meio tem rosa. Rosa é cor feminina. Mas não é só rosa. Tem o verde.
É o samba que mora no ócio, no excesso, na pulsação.
Um samba que alcança o tom da felicidade.
Pagode, funk, forró. Violino, radinho, moto, TV.
Dormir com barulho. Acordar com barulho.
É um samba de encontro.
Um samba de silêncio; na noite do carnaval.
Que vai ou racha. Que fica e espera.
“O SAMBA QUE MORA EM MIM” é uma partitura visual.
Um samba-enredo-documental duma largueza as vezes melancólica, 
as vezes cômica e sempre ardente.

( Georgia Guerra-Peixe )

SINOPSE – "O SAMBA QUE MORA EM MIM" é um documentário ambientado no Morro de Mangueira, na cidade do Rio de Janeiro, no período do pré-carnaval. O ponto de partida é a quadra da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, lugar do reencontro da diretora Georgia Guerra-Peixe com sua própria história. É no inicio do documentário, em primeira pessoa, que a diretora conta o que o carnaval sempre significou na sua família e na sua vida. Da quadra, ela parte para subir o morro pela primeira vez, movida pelo desejo de ir além do samba. “Se eu pudesse calar uma escola de samba....” O olhar muito particular da diretora conduz este deixar-se ir continuo pelo morro; um caminhar que naturalmente vai adquirindo variações melódicas e cadências rítmicas diferentes, resultando na composição do que poderia ser chamado de samba enredo documental ou um samba de olhar. Além da quadra mora o samba de Georgia Guerra-Peixe. Um samba que é jeito de ser, de viver e também, mas não só, de cantar e dançar. 


A RAIZ DA FELICIDADE, NA CADÊNCIA DE UM NÃO-SAMBA – O documentário é uma espécie de poesia do cinema, um lugar onde se pode experimentar, um gênero muitas vezes considerado menor, sem muitas mulheres na direção. Felizmente, Georgia Guerra-Peixe veio quebrar esse paradigma.

Georgia dirigiu o documentário O SAMBA QUE MORA EM MIM como só uma mulher poderia fazer. E o fez com toda a poesia do mundo. E sem muito alarde.

O SAMBA QUE MORA EM MIM é um passeio suave, cheio de ruídos naturais, pelo mitológico morro da Mangueira. Um passeio ousado, já que o Rio de Janeiro vive hoje um tempo crivado de balas perdidas e gente desinteressada – de verdade – por aquilo que acontece lá em cima, no topo da cidade.

E foi lá em cima que Georgia e sua equipe passaram meses entrando e saindo das casas de pessoas comuns, distantes da nobreza do morro. Entravam e saíam discretamente, como só a melhor poesia sabe fazer. 

Foi uma escolha deliberada: olhar a vida desses oito personagens quase anônimos que entram e saem do filme sem nome, muitas vezes cantarolando, falando dos problemas sem dar grande peso a eles, mostrando uma alegria de viver que os bolsos mais forrados de dinheiro não conseguem demonstrar. Há o cidadão que diz morar no próprio sapato. A velha centenária que continua bem viva. O descendente de portugueses que não sabe tocar cavaquinho mas toca assim mesmo, diante da mais bela paisagem que o morro descortina. E assim por diante.

Georgia voltou-se para si mesma, para o tempo em que acompanhava o pai – um funcionário público com alma de sambista – à quadra da escola de samba. Ela que gostava de samba não pelo samba em si, mas por tudo que orbitava ao redor dele. E esse tudo tinha as cores da felicidade. Portanto, o que ela buscaria com esse filme seria a raiz dessa felicidade. E ela, ali, parece cobrar muito pouco. 

Nunca se viu uma câmera de cinema tão discreta percorrendo as sinuosidades estreitas de uma favela. Talvez só os personagens de Eduardo Coutinho, um dos ídolos confessos de Georgia, tenham conseguido divagar com tanta sinceridade para uma lente e um cineasta, como fazem as pessoas desse SAMBA QUE MORA EM MIM. E outra coisa rara: uma música que comenta e não é ruído, não parece apenas um filhote esquisito e barulhento de um frio sintetizador. 

O SAMBA QUE MORA EM MIM consegue levar o espectador para dentro da favela, silenciosamente, sem tirar uma caneca de alumínio que seja do seu lugar habitual. E consegue falar da favela sem encher os nossos ouvidos de samba. Ou funk. Ou balas zunindo. Sem mostrar traficantes exibindo o torso nu e a o fuzil a tiracolo. Curioso é que tudo isso está lá – o samba, o tráfico, a miséria–, mas não precisa ser enunciado. 

O que Georgia, sobrinha-neta do avançado maestro César Guerra-Peixe (1914-1993), encontrou no morro da Mangueira foi o fecho da própria história. A felicidade inaugural de quando chegava ao pé do morro na companhia do pai. Como ela mesma diz a seguir.


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Flores da Paraíba - Pilões

Mulheres cultivam flores no brejo e criam renda na cidade de Pilões, na Paraíba




As flores mudaram a vida das agricultoras de Pilões, município do interior da Paraíba. Foi o cultivo delas que garantiu a 22 mulheres renda para suas famílias, após o fechamento de uma usina que tirou empregos nos canaviais. O negócio se mostrou promissor e, hoje, a cooperativa que elas criaram vende o produto na Paraíba e em outros Estados.
A ideia de trabalhar com flores foi de Maria Helena dos Santos, que tinha um terreno, e Karla Cristina. Mas o cultivo da planta era desconhecido na região. Todas as flores comercializadas na Paraíba vinham de Recife e São Paulo. "Não sabíamos plantar, nem como começar. A única certeza que tínhamos era que precisávamos ganhar dinheiro", Maria Helena.
Mas era necessário trabalhar com uma atividade próxima à realidade delas. Chegou-se à conclusão que tinha de ser com terra.
A outra opção era investir na plantação de bananas, negócio não muito rentável, visto que era preciso concorrer com grandes proprietários de terra. "Diante dessa realidade sentimos a necessidade de fazer alguma coisa para ter uma renda", diz.
Após testes, perceberam que no brejo a flor daria certo. O terreno de Maria Helena foi doado ao grupo. Em troca, a associação oferecia 10% da renda. 

Projeto pioneiro já foi premiado

O percurso foi marcado por dificuldades. Ninguém acreditava nelas: nem o banco, nem os amigos, nem os próprios maridos. Com exceção do Sebrae-PB, serviço de apoio às micro e pequenas empresas, que de imediato acreditou na iniciativa e passou a apoiar o sonho daquelas mulheres. Surgia a Cofep (Cooperativa de Flores de Pilões).
Agora, o projeto pioneiro é sinônimo de sucesso e conta com o apoio do Banco do Brasil e do Governo da Paraíba.  De acordo com a cooperativa, por mês são produzidos, em média, 700 pacotes de flores. No início eram 200.
O rendimento mensal é muito variável, mas nunca inferior a R$15 mil. A cooperativa trabalha com 12 variedades de flores, desde a rosa vermelha até a gérbera. O objetivo é ampliar a produção para mil pacotes até o próximo ano.
A Cofep já ganhou vários prêmios de reconhecimento e Maria Helena o prêmio Mulher Empreendedora do Sebrae-PB.São mais de sete hectares de terra de cultivo. 

Mulheres enfrentaram resistência em casa, mas hoje colhem reconhecimento

Até 1999, em Pilões, a única ocupação das mulheres era ficar em casa tomando conta das crianças, enquanto os maridos trabalhavam em uma usina da cidade, que declarou falência e deixou várias famílias sem nenhuma perspectiva de vida.
A situação era difícil. Sem emprego, alguns arriscaram ir embora para São Paulo ou Rio de Janeiro, na esperança de uma vida mais digna. De uma forma geral, a pobreza predominava nas casas daquelas famílias.
Mas nada foi fácil. As mulheres tiveram de enfrentar o machismo de seus maridos, que não aceitavam a ideia. "Achavam loucura", conta Maria Helena. As flores, símbolo do amor e do romantismo, por pouco não causou divórcio na localidade.
Nada disso foi mais forte que a força de vontade. "Chegamos a pensar em fábrica de redes, de doces, de sandálias, mas depois vimos que o melhor mesmo era cultivar flores", declara.
As mulheres de Pilões quebraram as barreiras e o machismo. Hoje, trabalham na cooperativa 22 mulheres e seis homens. "As flores trouxeram renda e até melhoraram a convivência com nossos maridos. A vida agora é outra. Tudo são flores", diz. 



domingo, 29 de dezembro de 2013

Não quero, com o artigo abaixo, entrar em discussão sobre judeus, o que busco e compartilho, são as informações sobre o meu povo, o Povo Africano no Brasil e no mundo. Minha busca é por verdades que me foram omitidas enquanto estudante de nível básico, fundamental, médio, de primeiro e segundo grau, a minha busca é por repassar as informações sobre os Africanos de modo que  os dados sejam discutidos, pesquisados, para depois poder transmitir para os estudantes seja de nível superior ou não. Mas que venha a nos fortalecer cada vez mais, com a verdade.  Por Isis Alves








O Holocausto negro

Conforme publicou a revista Der Spiegel em 1998, “O comércio de escravos estava nas mãos de judeus”. Uma nova faceta das relações históricas entre negros e judeus.
“Três rolos de fumo bastavam para pagar um negro forçudo” *

Neste dia 20 de novembro, mais de 250 municípios brasileiros comemoram oficialmente o “Dia da Consciência Negra”. Pretende-se com isso consolidar o ensino sobre a história e a cultura afro-brasileira, bem como incluir nos currículos escolares termos como: história da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. Tudo conforme quer almejar alei 10.639/2003.

A insurreição contra a escravidão teve seu principal marco histórico não com a Lei Áurea, instituída hipocritamente pela princesa da casa monárquica brasileira, mas sim pela morte do primeiro negro a liderar uma revolta da população negra, Zumbi de Palmares.

Este Holocausto Negro iniciou-se com a vinda dos negros da África, que foram vendidos e negociados como mercadorias descartáveis, para o cultivo da terra, escravizados, espancados, marcados a ferro em brasa, assassinados, vítimas de açoite e outros atos de violência.



Disposição dos escravos em um navio negreiro

Os navios negreiros trouxeram pelo menos 13 milhões de pessoas da África para as Américas, na maior deportação da história mundial. Seu martírio começou no ano 1492, ano da chegada (e não descoberta) de Cristóvão Colombo às Américas. Neste final do século XV, a Espanha vivia uma época de grande prosperidade comercial e também de grande conturbação social. No mesmo ano de 1492, os reis católicos da Espanha, Isabel e Fernando, davam aos judeus a escolha entre a conversão, a morte ou o exílio.

Segundo J. P. Ney, em seu artigo “O comércio escravo”, “com Colombo viajaram 5 marranos (Luis de Torres, Marco Bernal, Alonzo de la Calle, Gabriel Sanchez e Rodrigo Triana). Estes acompanhantes convenceram Colombo a trazer 500 índios como escravos na viagem de retorno a Espanha. Com isso iniciou-se o drama”.

Ainda segundo este autor, o transporte dos negros como escravos para as Américas começou em 1520. Durante as décadas seguintes, o número de caçados e deportados chegou à cifra anual de até 50.000 pessoas, o que não deixou de ser um dos mais rentáveis negócios daquela época, talvez comparável aos rendimentos fáceis obtidos através da especulação nas bolsas de valores dos dias atuais.

E é justamente esta desmedida procura pelo lucro fácil que faz com que as pessoas tornem-se cegas, pois a deportação e o comércio de escravos não apresentaram outro motivo aparente. Os assassinos e coadjuvantes nem odiavam suas vítimas nem tão pouco havia motivação para vingança. Havia e há somente uma explicação lógica: a ganância pelo maior lucro. Com um total de cerca de 150 milhões de mortos, o Holocausto Negro é com segurança o maior crime da história.

Os escravos nunca foram inimigos de alguém. Este genocídio também não era parte de uma guerra. Os escravos eram somente mercadorias.


 
“Escravidão: crime do milênio”


No estudo de Ney, surpreende a relação que este faz entre a procura desenfreada pelo lucro e o fato de que, conforme publicou a revista Der Spiegel em 1998, “O comércio de escravos estava nas mãos de judeus”.

Não existe mais dúvidas de que o povo judeu foi o que cometeu este crime: eles tinham o monopólio, eles conservavam as condições comerciais, eles possuíam os navios, e era deles o lucro. Aqui não há mais nada a provar. Tudo é conhecido. O último navio de escravos, o navio ORION, pertencia à companhia de navegação judaica Blumenberg, de Hamburgo”.

Parece ser injusto culpar aqui todo um povo pelo ato de alguns de seus membros. Mesmo apesar do fato de alguns judeus terem sido protagonistas do genocídio contra os negros africanos – NR.


A relação secreta entre
negros e judeus


Em 1991, a comunidade religiosa norte-americana composta de cidadãos negros, The Nation of Islam, publicou um estudo sobre a atuação judaica no tráfico negreiro. A obra levou o título de The secret Relationship between Blacks and Jews e aparenta ser bem fundamentada e documentada. Os autores do estudo deixam bem claro logo no início:

“As informações aqui contidas foram obtidas principalmente de obras judaicas. Foi dada bastante importância na obtenção das provas apresentadas somente a partir de autoridades judaicas de renome, cujas obras apareçam em revistas de história especializadas ou publicadas pelas principais editoras judaicas”.

O especialista negro norte-americano em tráfico escravo, Dr. Tony Martin, examinou o livro e o tornou leitura obrigatória em seus cursos.

Na introdução do livro pode-se ler:

“No fundo dos inacessíveis contornos da historiografia judaica, encontra-se provas incontestáveis de que os mais importantes “bandeirantes” judeus ultrapassavam em dimensão bem maior do que outros grupos étnicos ou religiosos da história, o uso dos escravos africanos capturados, e que eles participavam em todos os aspectos do comércio internacional de escravos”.

Mais além temos:

“A maioria das pessoas sempre supuseram que a relação entre negros e judeus fosse amigável e frutífera, um enriquecimento mútuo – dois povos sofridos que se uniram para superar com sucesso o ódio e fanatismo. Mas a história mostra algo bem diferente”.

Como este tema gira em torno de um assunto delicado para a preservação da imagem da comunidade judaica no ocidente, o livro tem sofrido constantes ataques. O sionista e articulista do site MidiaSemMascara, Daniel Pipes, menciona este estudo em um de seus artigos, mas infelizmente se resume apenas a pichá-lo de “O novo anti-semitismo”, não abordando seu conteúdo. Incrivelmente, tais ataques irracionais somente iluminam com mais destaque a hipocrisia da dupla moral acerca das pesquisas sobre o miserável comércio de escravos. Para pesquisadores judeus, como Bernard Lewis, é social e moralmente aceitável que livros sejam editados onde a atuação de árabes no comércio negreiro seja apresentada, e é também igualmente razoável social e moralmente que se mostre o comprometimento de europeus no comércio de escravos. Porém, é totalmente “falso, maldoso e imoral” para um pesquisador não-judeu trazer à tona a participação judaica no comércio de escravos negros.



Gustavo Barroso, um dos mais
brilhantes intelectuais brasileiros


A participação judaica no tráfico de escravos africanos foi abordada pelo historiador brasileiro Gustavo Barroso em sua obra “A História Secreta do Brasil”. No capítulo que trata sobre “O empório do açúcar”, Barroso escreve “O açúcar começou a criar para o judaísmo negócio novo e lucrativo: o tráfico dos negros”.

E segue com o capítulo intitulado “O tráfico de carne humana”, onde já no primeiro parágrafo descreve a situação da exploração açucareira no Brasil:

“Florescia pois, o comércio de carne humana à medida que prosperava a indústria açucareira. O suor do negro cimentava a riqueza do segundo ciclo da colonização. Ligados, o comércio de escravos e a produção do açúcar, acabariam caracterizando toda a economia ultramarina.”

E mais além, prossegue com seu ataque aos judeus, citando para tal a obra de Gilberto Freire, “Casa Grande e Senzala”, 2ª edição, 1936:

“No norte, os senhores de engenho viviam endividados, presos à usura judaica. O judaísmo os manobrava e forçava a lançar mão do operário africano, que os negreiros, também enfeudados a Israel, iam buscar do outro lado do Oceano Atlântico.
Assim, desde os albores do ciclo do açúcar, começou o emprego da mão-de-obra negra. O horror à atividade manual e a instituição do trabalho escravo, ambos caracterizadores das colonizações peninsulares, tiveram como primeiros impulsionadores os judeus de Portugal.”

É claro que a imagem que a grande mídia nos transmite é bem diferente desta, pois ela atende em sua grande parte a interesses sionistas. Como eles não podem rebater as teses apresentadas, só resta ignorar ou difamar a obra. E justamente ciente disso, o livro da comunidade religiosa norte-americana dá um conselho aos seus leitores sobre a relação entre os negros e judeus, e que estendemos às comunidades quilombolas brasileiras:

“… é uma relação que necessita de análises adicionais. [...] Ela é torcida e mal entendida, e é realmente tempo de se ocupar novamente com os documentos e examinar The secret Relationship between Blacks and Jews.”

Talvez a consciência da sociedade brasileira irá um dia promover reparações aos cidadãos negros descendentes daqueles que foram injustiçados por tamanha crueldade. Ações para isso já estão sendo levadas a cabo por políticos como, por exemplo, a veradora do PT,Claudete Alves.


Claudete Alves: “O Brasil nos deve milhões”
Uma vez ciente da problemática envolvendo a comunidade negra brasileira, a vereadora petista poderia procurar mover uma ação reparatória junto às grandes casas bancárias judaicas nas Citys de Londres e Nova Iorque, que muito se beneficiaram dos lucros obtidos por seus pares no comércio de escravos africanos.



* Gustavo Barroso, História Secreta do Brasil,, 1990, Editora Revisão, pág. 5



Artigo publicado originalmente a 20/11/2008.







Tráfico negreiro no Brasil colonialQuando notarmos figurões sionistas a fazer uso da chutzpe, comparando suas trajetórias de vida a dos mesmos escravos de cor ou mesmo a financiar alguns de seus grupos, incentivando-os a exigir indenizações da massa euro-descendente que fora escrava sua por igual, deveremos simplesmente perguntar-lhes: “Mas não foram justamente vocês os maiores arrendatários do tráfico negreiro? Afinal, quem vocês são: escravos ou senhores?”.
Nos bastidores de uma história muito contada, mas pouco desvendada

No dia 13 de Maio, recorda-se a libertação dos escravos no Brasil.

Ainda que tal data seja bastante comemorada, uma vez ter constituído a realização de determinada sociedade secreta e filantrópica, sabe-se que a verdade é outra. A tal libertação não fora concretizada com boas intenções, pois ao arrancar os escravos de seus senhores, lançou os negros ao status de novos consumidores, durante o início do processo de industrialização no Brasil. Fez-se confirmar o velho dito de escravos que acreditavam viver livremente.

Muito tem sido dito sobre o tráfico de escravos na atualidade, aliás. Fala-se sobre a inclusão de seus descendentes em determinadas áreas, ações afirmativas, meios de compensação aos problemas passados e não raro, alguém resolve exigir indenizações. Mas sob o ponto de vista dos verdadeiros protagonistas do verdadeiro Holocausto negro, poucos olhos têm adentrado aos seus devidos bastidores. E se isto o desejamos, necessitaremos retornar algumas décadas atrás.

A vinda dos chamados cristãos-novos para o Brasil coincide com o reinado de Dom Manuel em Portugal. Tamanha era a sua simpatia pela estirpe hebréia que rendeu-se-lhe o apelido de “El Rei judio”. Não apenas utilizou os serviços de judeus, como lhes concedeu a administração de bens, propriedades e direitos. Fazia-se necessária tal ligação, pois os interesses mercantis de seu governo não podiam contar com a inexperiência dos portugueses em relação a questões comerciais. Segundo José Gonçalves Salvador, “os cristãos, entregues à agricultura, ao artesanato e a trabalhos marítimos, desprezam o ramo dos negócios; aliás, em sintonia com a Igreja, a qual levantava barreiras às composições lucrativas”. [1]

Seguindo a ótica expansiva, fruto de seu tempo, Portugal viu no além-mar uma nova oportunidade de sucesso. Considerando os judeus como úteis à nação, Dom Manuel manteve-os em território lusitano e, deste modo, em pouco tempo os judeus detinham o monopólio sobre os contratos portugueses. Tamanho era o seu poderio que os Habsburgos foram capazes de obter o perdão para os judeus condenados pelos chefes da Igreja, através de grandes quantias. Em 1601, os judeus sefarditas obtiveram dois alvarás que lhes permitiam sair do Reino lusitano com as famílias e bens para qualquer parte. Auferiram, em seguida, direitos de monopólios da África, Ceuta, Tânger, Açores, Madeira, Barlavento e, obviamente, Brasil.

Junto de Pedro Álvares Cabral, estavam, além de vários outros cristãos-novos, o conhecido Gaspar da Gama. Segundo Arnold Wiznitzer [2], a colonização brasileira é completamente judaica. Para ele, Dom Manuel resolveu “arrendar o Brasil a homens de negócios, que arriscariam o seu próprio dinheiro na colonização e exploração da nova terra. A primeira concessão foi obtida por um consórcio, ou associação de cristãos-novos, encabeçado por Fernão de Noronha”. [2]

O tabaco, que até então tinha uso terapêutico, transformou-se em fonte de renda dos judeus, que detinham o monopólio do fumo. Também a cana-de-açúcar foi monopolizada, conforme o historiador judeu:

“Data de 1779 a mais antiga fonte de referência relativa do transporte de cana-de-açúcar pelos judeus para terras do Brasil. Dom Antônio de Capmany de Montpalau, membro da Academia Real de História e Letras de Sevilha, escrevia a respeito do açúcar: Este último produto, originário da Ásia, só era usado como remédio até a época de sua introdução e cultivo na América, para onde o levaram, em 1549, da Ilha da Madeira, alguns judeus provindos de Portugal”. [3]

O ponto que mais nos interessa aqui aparece com a importação do tabaco. Para que se suprisse o trabalho realizado junto a tal matéria prima, judeus estiveram envolvidos na importação da mão-de-obra escrava.

Ora! Se os hebreus portugueses haviam dominado os arrendamentos nas últimas centúrias, que razão teriam para se desinteressar dos alusivos ao tráfico de escravos? Nenhuma! Acrescente-se, por fim, que o comércio do açúcar corria por suas mãos em grande parte. Mas, sem escravos, como se fariam canaviais ou trabalhariam os engenhos? Quanto maior fosse a conjugação de ambos, maior soma haveria de negócios e maiores os lucros. Os sefardins, por conseguinte, aliaram-se ao tráfico negreiro e o monopolizaram durante o ciclo do açúcar brasileiro, conjugando-o com a mineração hispano-americana (…). Em última análise: o escravismo era um negócio de natureza capitalista, ao alcance da burguesia sefardita”. [4]

Além das ocupações descritas acima, também os apelidados como cristãos-novos tornaram-se líderes no campo da arrecadação de impostos. Deste modo – e não por questões puramente religiosas – foram capazes de despertar hostilidades, como durante o ano de 1641, “pois não é provável o contribuinte gostar muito do cobrador, especialmente se o mesmo é estrangeiro no país, e além disso, de uma fé diferente”. [5]

“Além da importante posição que ocupavam na indústria açucareira e na arrecadação de impostos, dominavam o tráfico de escravos. De 1636 a 1645, um total de 23.163 escravos negros chegou da África, e foi vendido no Brasil, em leilões públicos, contra pagamento em dinheiro. Acontecia que esse dinheiro estava em sua maior parte nas mãos dos judeus. Os compradores que compareciam aos leilões eram principalmente judeus, e em virtude da falta de concorrência podiam comprar escravos a baixo preço (…). Havia lucros para mais de 300% ao valor da compra e altas taxas de juros. Se acontecia a data do leilão recair em dia santo judeu, o leilão era adiado”. [6]

Líderes pan-africanos como Kwame Ture, Louis Farrakhan e mesmo Malcolm X estavam conscientes de que havia algo de muito estranho na relação entre o tráfico negreiro e o judaísmo internacional – coisa aparentemente pouco manifestada no Brasil.

Quando notarmos figurões sionistas a fazer uso da chutzpe, comparando suas trajetórias de vida a dos mesmos escravos de cor ou mesmo a financiar alguns de seus grupos, incentivando-os a exigir indenizações da massa euro-descendente que fora escrava sua por igual, deveremos simplesmente perguntar-lhes: “Mas não foram justamente vocês os maiores arrendatários do tráfico negreiro? Afinal, quem vocês são: escravos ou senhores?”. Ou como diria um Nigel Farage: “Who the Hell You Think You Are?”.


[1] SALVADOR, José Gonçalves. Os magnatas do tráfico negreiro. Pioneira/EDUSP. São Paulo, 1981.
[2] WIZNITZER, Arnold. Os judeus no Brasil colonial. Livraria Pioneira Editora. São Paulo, 1960.
[3] WIZNITZER, Arnold. Op. Cit. Pg. 5.
[4] WIZNITZER, Arnold. Op. Cit. Pg. 8.
[5] SALVADOR, José Gonçalves. Op. Cit. Pg. 14.
[6] WIZNITZER, Arnold. Op. Cit. Pg. 16.





Tráfico de Escravos 

QUEM FORAM OS VERDADEIROS RESPONSÁVEIS?

Os livros de história são omissos, incompletos e incoerentes quando o assunto é o tráfico de escravos negros da África para o continente Americano. Os judeus, proprietários dos meios de comunicação de massa, tentam, hoje, imputar a culpa pelo tráfico de escravos aos Europeus e, com o cinismo habitual, fingem solidarizar-se com os negros. Mas segundo fontes dos próprios judeus eram eles, os judeus, os detentores de um verdadeiro monopólio sobre o tráfico de escravos negros.

Segue abaixo uma pequena e INCOMPLETA relação destes traficantes:

(Clique na imagem para melhor visualisação)


Você provavelmente não sabia disso. Se você é negro, tem orgulho disso, e quer justiça social, ACORDE! Está sendo manipulado pela mídia massiva judaica e combatendo o inimigo errado trabalhando justamente para aqueles que escravizaram seus ancestrais.

Se você é Branco, não caia na armadilha da mídia judaica que quer que você se sinta culpado pela escravidão. Não se deixe manipular por este povo sem escrúpulos.



Fonte:  http://www.radioislam.org 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

pra que todos vejam X pra que ninguém veja = no Brasil existe população alienada que insiste em dizer que não há desigualdades, que insistir na discussão de racismo é ser uma pessoa desagradável e que perde tempo....  Por Isis Alves


Racismo americano x racismo brasileiro


Kerry-Washington-Red-Carpet-Pictures-2013



Na mais recente lista de celebridades mais bem vestidas dos EUA divulgada pela revista People figuram três mulheres negras: as atrizes Kerry Washington (em primeiríssimo lugar) e Zoë Saldana, além de Solange Knowles (cantora e irmã caçula da estrela pop Beyoncé).
Por: Patrícia Fortunato
Você pode até achar que listas desse tipo são de uma futilidade sem tamanho, mas tente ver por outro ângulo. No mundo de imagens em que vivemos, uma galeria em que celebridades negras são reconhecidas como bem vestidas são uma injeção de autoestima para milhares de adolescentes e mulheres mundo afora, que muitas vezes não se sentem representadas pelos programas de tevê que costumam assistir ou nas revistas que leem.
Outro aspecto interessante da escolha da People é que estamos falando de mulheres bem vestidas, não de mulheres sensuais. No Brasil parece haver uma lei não escrita segundo a qual para negras e mestiças cabem classificações como sensual, sexy ou "dona de beleza exótica", mas raramente o rótulo de elegante, exceção feita à atriz Camila Pitanga. É como se a elas só fosse permitido ser lindas durante o carnaval, atividade importante até mesmo do ponto de vista econômico, mas muitas vezes encarada como manifestação cultural de menor valor.
Há uma diferença muito grande na maneira como EUA e Brasil lidam com o inglório passado da escravidão. Em ambos os casos, aboliu-se a prática, mas persistiu o racismo. Nos EUA praticou-se uma segregação escancarada e oficial, com leis que determinavam, por exemplo, que brancos e negros deveriam ocupar assentos em ônibus e trens de acordo com sua cor de pele. Já no Brasil, a segregação nunca foi oficial, o que facilitou a convivência diária, mas também originou um racismo subjetivo e perversamente sofisticado que muitos não enxergam. Talvez por isso os versos de "O Teu Cabelo Não Nega" (mas como a cor não pega, mulata, mulata, eu quero o teu amor ...)" ou não são compreendidos por muitos que os entoam ou tem seus efeitos minimizados.
O fato é que o racismo oficial praticado pelos americanos fez com que os negros se organizassem, o que foi decisivo para a derrubada de anomalias como as leis segregacionistas. Quando as batalhas mais duras contra a segregação foram vencidas, essa organização foi em parte canalizada para a conquista do sonho americano: o sonho de fazer parte da classe média.
Não é incomum por aqui (ou é bem mais comum que no Brasil) que membros da classe média negra americana manifestem-se quando acreditam ser representados de maneira caricatural em atrações televisas. E o poder econômico dessa classe que se manifesta se traduz em comerciais de cereais, medicamentos toda uma gama de produtos consumidos pelas classes medias protagonizados por negros. Os catalogos de roupas tambem costumam apresentar mais diversidade que os brasileiros, como modelos brancas, negras e asiáticas.
No Brasil, nesse momento em que tanto se discute a ascensão social dos mais pobres, os publicitários tem uma chance de ouro para criar campanhas mais inclusivas, que reflitam a beleza de todos.
*Esta coluna foi publicada originalmente no blog Ideação do Banco Interamericano de Desemvolvimento (BID).






Dados de pesquisa para quem não acredita, indiferente de partido político. Por Isis Alves







Vidas perdidas e racismo


paulo paim


Mais que oportuna a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a irrefreável violência contra os jovens negros no Brasil. As razões que a justificam se sustentam nas graves e sucessivas denúncias encerradas em pesquisas nacionalmente divulgadas. Trata-se da constatação de que a violência praticada neste País envolve e vitimiza de maneira devastadora a população negra quando comparada com brasileiros de outras raças.
Tal iniciativa no âmbito do Senado Federal expõe o compromisso inalienável da Casa com problemas que assolam nosso País desde sempre. A divulgação do Mapa da Violência 2013: Homicídios e Juventude no Brasil reforça, uma vez mais, a certeza de que algo institucionalmente transformador deve ser urgentemente implementado. Daí a apropriada decisão de se formalizar finalmente a criação da CPI sobre a matéria.
Vale recordar que, em recente audiência pública realizada no Senado, declarações contundentes relatavam como jovens negros desprovidos de documentos tornam-se costumeiramente alvo mais fácil para policiais direcionados pelos estereótipos. Estatísticas confirmam tais condutas.
Não por acaso, de acordo com o Mapa da Violência 2013, de cada dez jovens assassinados, oitos são afro-descendentes. O fato de fazer parte dessa específica população implica pertencer a um grupo de risco em termos de violência, inclusive de assassinatos derivados de abordagens policiais. Em que pesem os efeitos animadores contidos nas ações afirmativas e nas políticas sociais racialmente compensatórias, houve significativa desconsideração com o fator violência sobre a juventude negra.
Em verdade, o relatório evidencia que, dos 467,7 mil homicídios contabilizados entre 2002 e 2010, 307,6 mil, ou seja, aproximadamente 70% foram de pessoas negras. No balanço geral, enquanto houve uma tendência de redução de homicídios de brancos em 26,4%, houve o aumento de homicídios de pessoas negras de 30,6%. Isso se observa na população em geral, mas principalmente nos jovens.
Segundo o mesmo Mapa, no ano de 2010, morreram, vítimas de disparo de arma de fogo, 10.428 brancos e 26.049 negros. Utilizando os dados do Censo de 2010, podemos verificar que as taxas resultantes foram 11,5 óbitos para cada 100 mil brancos e 26,8 óbitos para cada 100 mil negros. Portanto, fica patente que, proporcionalmente, morrem vítimas de arma de fogo 133% mais negros que brancos.
Por um lado, Alagoas, Paraíba, Espírito Santo e Pernambuco são as unidades que lideram as maiores taxas de óbito negro do País decorrente de armas de fogo. Aliás, com relação aos níveis de vitimização por armas de fogo de negros, existem unidades da Federação, como Alagoas e Paraíba, nas quais essa relação chega a ser de 1.700%. Em outras palavras, para cada branco vítima de arma de fogo, nesses Estados, morrem mais de 18 negros.
Na mesma linha de avaliação, o relatório da Anistia Internacional intitulado O Estado dos Direitos Humanos no Mundo atesta que, apesar da melhora na situação socioeconômica do Brasil, a incidência de crimes violentos continua alta entre nós. De acordo com o documento, os jovens negros são, de forma desproporcional, as principais vítimas, principalmente nas regiões Nordeste e Norte. Segundo o diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Átila Roque, o País vive uma situação de quase extermínio de uma parcela da população.
Na visão do pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz – responsável pela elaboração do Mapa da Violência 2013, no Brasil ainda vigora um mecanismo de “culpabilização” da vítima, o que incentiva a tolerância à violência contra grupos mais vulneráveis, fazendo com que o Estado não tome medidas para solucionar muitos desses casos.
Por isso mesmo, para reverter tal situação, temos que efetivar, enfim, determinadas medidas institucionais urgentes, no meio das quais a realização desta CPI se destaca como irrevogável. Faz-se mister, então, analisar os fatores que tornam os jovens afrodescendentes mais vulneráveis à violência, considerando aqui a necessidade de aprofundar políticas de inclusão e ações afirmativas para uma melhor distribuição de oportunidades.
Paulo Paim é Senador pelo PT/RS.

Fonte:http://www.geledes.org.br

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