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Pedro Noite Por Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros  Pedro Francisco da Silva Filho, morador do bairro Igara 3, trabalha atualmente na Assembleia Legislativa. No entanto, foi durante a infância, quando ainda residia na Rua Fab, na Vila Fernandes, que ele começou a se tornar Pedro Noite, personagem principal do livro homônimo de Caio Ritter. -  Meu pai pediu a um ilustrador que desenhasse minha irmã e eu. O problema é que não consegui me enxergar na gravura. Eu não tinha a pele clara nem os cabelos quase lisos. Isso me causou um conflito interno. Um misto de raiva com decepção. Afinal, eu desejei ser como a figura no quadro. Ficava horas na frente do espelho com um pente tentando alisar o cabelo - comenta. Pedro foi seminarista por seis anos. Formou-se em filosofia e, quando ia cursar teologia, acabou desistindo de se tornar padre. Ele, então, passou a lecionar no Colégio Bom Conselho, em Porto Alegre. Lá conheceu e se tornou ...
Lázaro Ramos e Criolo contam no cinema história vitoriosa de jovens músicos da periferia Sérgio Machado dirige filme inspirado na Orquestra de Heliópolis     No set: em ‘Acorda Brasil’, Lázaro Ramos leciona música para jovens de uma comunidade dominada pelo traficante Cleyton, vivido por Criolo     SÃO PAULO - Em meio a notas musicais de Bach, Guerra-Peixe e Villa-Lobos, numa roda com 21 adolescentes de violino, violoncelo e contrabaixo na mão, Lázaro Ramos puxa um "É devagar/ É devagar/ devagarinho" para quebrar a seriedade num intervalo das filmagens de "Acorda Brasil", longa-metragem que o diretor Sérgio Machado roda há cerca de um mês, em solo paulista. Preparados para o filme ao longo de um ano de ensaios com instrumentos musicais, o time de jovens atores arrisca toda a sorte de experimentação. No sábado, quando o GLOBO visitou um dos sets do filme, na Comunidade Monte Azul, em Jardim São Luiz, São Paulo, eles arriscaram uma varia...
A filha de Betty Herdeira. "Ser filha de Malcom X é fácil. Difícil foi ser filha de Betty, pobre, com outras seis irmãs". Foto: Felipe Milanez Ser filha de Malcolm X é fácil. Difícil foi ser filha de Betty Shabazz, com outras seis irmãs, pobres, no Harlem.” Todas as vezes que encontro Malak Shabazz ela sempre prefere falar da mãe quando pergunto sobre seu pai. Nessa família de ativistas afro-americanos, não há um sem o outro. Malak é a caçula, e não chegou a conhecer Malcolm, morto quando Betty estava grávida. E como os pais, ela segue na luta por direitos humanos e justiça social. Nos últimos tempos, seu foco tem sido o feminismo. “Igualdade”, ela diz. “Equal rights.” Na sede da National Action Network: House of Justice, o clima é triste, mas não como o do velório no dia anterior, de Gil Noble, um famoso âncora negro de tevê. Malak, metida em uma bata africana, toma o microfone: “Brother Gil era um amigo da família. Eu sei ...
Base de Aratu: um oásis sitiado    A base naval de Aratu, na zona metropolitana de Salvador, é um recanto para algumas personalidades da República. Em dezembro de 2011, Dilma Rousseff escolheu como destino a Praia de Inema para tirar alguns dias de folga. A base é também um dos locais preferidos de Luiz Inácio Lula da Silva: durante dois anos consecutivos o ex-presidente passou o reveillon no local, cujo acesso é restrito à Marinha do Brasil. São aproximadamente 500 pessoas. Há relatos de gerações de famílias que estão na área há mais de 100 anos e hoje estão assediados pela opressão dos oficiais. “A gente vive sendo ameaçado de morte. É uma verdadeira guerra contra nossas crianças e idosos”, conta Rosemeire Santos, 33 anos, uma das líderes da comunidade.Descrevendo dessa maneira pode até parecer que Aratu é um oásis. Mas os oficiais que garantem a segurança dos chefes da República durante suas férias são os mesmos que há cerca de 40 anos tira...
Fotos mostram frases que vítimas de abuso sexual costumavam ouvir Projeto "Unbreakable" foi criado pela estudante americana Grace Brown para denunciar crimes de abuso sexual e já conta com cerca de mil fotos. Debora Pivotto   De tanto ouvir histórias de amigos e conhecidos que sofreram algum tipo de abuso sexual, a americana Grace Brown, 19 nos, decidiu que queria fazer algo para denunciar esse crime. “A minha ideia era mostrar para as pessoas que é um problema muito mais comum do que a gente pensa”, diz Grace. Para isso, a estudante de fotografia teve a ideia de criar um projeto simples, mas muito impactante. Fotografou as vítimas segurando um cartaz com frases que costum...
  Meninas do tráfico: "Ninguém entra e sai igual" Depois de cinco dias ao lado das 30 jovens reclusas na Fase, a reportagem do Diário Gaúcho montou uma série especial para mostrar a transformação destas mulheres   Letícia Barbieri leticia.barbieri@diariogaucho.com.br   Ela clamou pelo retorno - No Casef, ninguém entra e sai igual. A garantia é da diretora, Luciana Carvalho. Pode não mudar totalmente, mas internamente muda, diz ela. A história a seguir é uma prova. A menina, cujo delito foi assalto, passou 72 dias interna e não resistiu ao primeiro final de semana de liberação para visitar a família. A fissura pela droga era tanta que nem o carinho da mãe, o conforto do lar e a saudade do namorado a seguraram. L., 16 anos, foi para a boca de fumo. Só saiu de lá dois meses depois, ao despertar de um pesadelo: - Sonhei que estava perdendo todo mundo que gostava de mim, todos os meus planos. Decidi que queria voltar - conta a morena, ...
Filme Histórias Cruzadas (The Help) Brilhante filme, brilhante atuação das atrizes Viola Davis (Aibileen Clark), Emma Stone (Skeeter), Octavia Spencer (Minny), Jessica Chastain (Celia Foote), Bryce Dallas Howard (Hilly Holbrook), além de não desmerecer a atuação de outros atores/atrizes. Baseado em fatos reais, apresenta comédia e drama, em cima de uma discriminação doentia e que ainda continua contaminando, em todo o mundo, porém sofrendo mutações em sua forma de se manifestar. Algumas cenas são engraçadas porque as empregadas tiram sarro de suas “patroas” ou, devido ao comportamento e pensamentos absurdos com relação aos negros, naquela época, isto é, há menos de 50 anos nos Estados Unidos. Em outros momentos do filme, o drama se apresenta também, na dor de uma mãe não ter o direito de poder levar seu filho em um hospital preparado para atendimentos de urgência, pois havia separação para atendimentos de negros e brancos, e tendo esta mãe, de resolver levar para ca...